Autor Questão de Crítica

Vol. VIII, nº 64, maio de 2015

28 de maio de 2015 Editoriais

Vol. VIII, nº 64, maio de 2015 :: Baixar edição completa em pdf

A edição de maio de 2015 da Questão de Crítica teve como sugestão de recorte temático o lugar da narrativa como estrutura no teatro, bem como a relação entre o teatro e outros formatos. Esta ideia está presente em alguns textos nas seções de críticas, estudos e processos.

Na seção de críticas, Patrick Pessoa faz uma análise de Vianninha conta o último combate do homem comum, analisando os aspectos do épico e do trágico na narrativa da peça de Aderbal Freire-Filho.  A peça estreou no ano passado no Sesc Ginástico, e fez temporada no Teatro Poeira e no Teatro da UFF, em Niterói. Daniele Avila Small escreve sobre  Dissecar uma nevasca, peça da dramaturga sueca Sara Stridsberg, dirigida por Bim de Verdier, sobre a Rainha Cristina da Suécia. O texto aborda as questões de gênero suscitadas pela personagem e a relação entre ficção e história na dramaturgia. A peça estreou no Sesc Belenzinho, em São Paulo, em janeiro de 2015.

Dinah Cesare faz a crítica de O homem elefante, peça da Cia Aberta dirigida por Cibele Forjaz, que estreou no Oi Futuro Flamengo, no Rio, em 2014. A crítica analisa a teatralidade da encenação, a tensão entre as noções de natureza e ciência que aparecem no espetáculo, e reflete sobre questões de alteridade. Renan Ji desenvolve algumas reflexões sobre a questão da intencionalidade na obra de arte e  sobre as relações entre arte e política, a partir da peça Os que ficam, dirigida por Sérgio de Carvalho. A peça ficou em cartaz no CCBB-RJ em fevereiro, como parte da Mostra Paralela da Exposição Augusto Boal.

De São Paulo, Valmir Santos analisa o projeto artístico Karamázov, da Companhia da Memória, à luz das formulações teóricas de Floriênski no ensaio “A perspectiva inversa”. O texto analisa ainda procedimentos de dramaturgia, cenografia e atuação que quebram as hierarquias de fundo e forma na percepção do espectador. Natalia Nolli Sasso reflete sobre a interface entre escolhas estéticas e políticas no percurso criativo do grupo paulistano [ph2]: estado de teatro, analisando o espetáculo Stereo Franz como etapa na trajetória artística do coletivo em questão.

Mariana Barcelos reflete sobre a abordagem biográfica no espetáculo teatral, a partir de dois recentes musicais encenados no Rio de Janeiro, Chacrinha, o musical e S’imbora, o musical – A história de Wilson Simonal, questionando a padronização da narrativa biográfica. Ambas as peças fizeram suas estreias na Praça Tiradentes, Chacrinha no Teatro João Caetano e Simonal no Carlos Gomes.

Na seção de estudos, João Cícero Bezerra analisa a tragédia Macbeth, de William Shakespeare, refletindo sobre o significado ambíguo e metalinguístico da fala oracular das bruxas, interpretando o sentido de história e de narrativa que estas figuras sobrenaturais constroem na peça. Martha Ribeiro escreve sobre o tempo a partir de Agostinho, mais especificamente sobre a dificuldade lógica insuperável para apreender e traduzir em palavras a natureza temporal, refletindo sobre a narrativa da experiência do tempo. Neste contexto, o artigo se aproxima brevemente da peça Desalinho, de Marcia Zanelatto, trabalho que também propõe uma reflexão singular sobre o tempo.

Ainda na seção de estudos, Ricardo Libertini apresenta questionamentos e reflexões sobre o teatro realizado na universidade, a partir de Panidrom, peça de teatro com direção de João Pedro Orban, apresentada na XIV Mostra de Teatro do curso de Direção Teatral da UFRJ, em 2014.

Na seção de conversas, Andrea Santiago entrevista artistas formandos e recém-formados em cursos universitários de teatro, como os da  UNIRIO e da  UFRJ, abordando questões relacionadas à formação e às experiências profissionais fora do ambiente acadêmico. Exclusivamente em vídeo, na TV-QdC, nosso canal no Vimeo, Patrick Pessoa conversa com Aderbal Freire-Filho sobre o trabalho do diretor de teatro, a relação com o texto prévio e os processos de criação. O vídeo pode ser acessado em vimeo.com/127727859.

Na seção de processos, Raphael Cassou escreve sobre o processo de criação e ensaios do espetáculo Duplo homicídio na Chaptal 20, da companhia curitibana Vigor Mortis. O texto fala sobre os aspectos do processo de construção dramatúrgica e cênica, levando em consideração a pesquisa do grupo com o teatro do Grand Guignol. A peça estreou em novembro de 2014 no Teatro Novelas Curitibanas.

Fabio Cordeiro reflete sobre os 10 anos de existência da Nonada Companhia de Arte, discutindo os conceitos envolvidos em sua nomeação, descrevendo sua trajetória e os principais espetáculos realizados, para pensar a noção de continuidade envolvida no processo criativo da Nonada e também da cena brasileira.

Já Esteban Campanella escreve sobre a peça Kassandra, do dramaturgo franco-uruguaio Sergio Blanco, monólogo realizado pela atriz Milena Moraes numa casa noturna em Florianópolis. A partir da crítica genética, o texto analisa as relações  entre o processo criativo e a montagem do espetáculo.

Na seção de traduções, publicamos um artigo de Stanley E. Gontarski sobre Samuel Beckett através de Deleuze e Artaud. Agradecemos ao Prof. Fábio de Souza Andrade pelo contato com o autor, que viabilizou a publicação deste texto na Questão de Crítica. A tradução é de Juliana Pamplona. Esta seção traz ainda a primeira peça do projeto Trilogia da Revolução, do dramaturgo uruguaio Santiago Sanguinetti, com tradução de Diego de Angeli. A trilogia é composta pelas obras Argumento contra a existência de vida inteligente no Cone Sul (2013), Sobre a teoria do eterno retorno aplicada à revolução no Caribe (2014) e Breve apologia do caos por excesso de testosterona nas ruas de Manhattan (2014).

Colaboradores desta edição: Andrea Santiago, Daniele Avila Small, Diego de Angeli, Dinah Cesare, Esteban Campanela, Fabio Cordeiro, João Cícero Bezerra, Juliana Pamplona, Mariana Barcelos, Martha Ribeiro, Natalia Nolli Sasso, Patrick Pessoa, Raphael Cassou, Renan Ji, Ricardo Libertini, Santiago Sanguinetti, Stanley E. Gontarski, Valmir Santos.

Conselho Editorial: Daniele Avila Small, Dinah Cesare, Gabriela Lírio, Henrique Gusmão, Michelle Nicié, Patrick Pessoa.

Revisor: Renan Ji

Editora: Daniele Avila Small

Questão de Crítica – revista eletrônica de críticas e estudos teatrais

ISSN 1983-0300
Vol. VIII, nº 64, maio de 2015

Vol. VII, nº 63, dezembro de 2014

22 de dezembro de 2014 Editoriais

A edição de dezembro de 2014 da Questão de Crítica tem como proposta de recorte as questões de curadoria e programação de teatro.

Para este recorte, publicamos alguns textos na seção de estudos e uma conversa. Sidnei Cruz escreve sobre diferenças e aproximações entre programação, gestão e curadoria. Dinah Cesare reflete sobre questões de curadoria nas artes visuais e no teatro, trazendo apontamentos de Valmir Santos a partir da sua experiência como crítico e curador, e de Manoel Friques a partir de seu trabalho no Tempo Festival. Natalia Nolli Sasso escreve sobre a experiência de curadoria do projeto performáticos_inquietos_radicais no Sesc Belenzinho, em São Paulo. Joelson Gusson escreve sobre os Festivais de Edimburgo a partir da sua experiência como curador. Michele Rolim conversa com Luciano Alabarse sobre o festival Porto Alegre em Cena.

Na seção de conversas, temos ainda uma entrevista realizada por Juliana Pamplona com o dramaturgo José Sanchis Sinisterra em 2008, quando ele estava no Rio de Janeiro para ministrar uma oficina de dramaturgias da fragmentação no Projeto Puente do Teatro Poeira.

A seção de estudos também conta um artigo de Alessandra Vanucci sobre o ofício da direção teatral.

Na seção de processos publicamos um texto de Renan Ji sobre a apresentação do processo de criação do próximo trabalho da Aquela Companhia, Caranguejo Overdrive, que aconteceu na Ocupação Dulcinavista, no Teatro Dulcina. Além disso, publicamos um texto da atriz Nicole Cordery sobre o processo de criação do espetáculo Dissecar uma nevasca, de Sara Stridsberg, uma co-produção Brasil e Suécia, com direção de Bim de Verdier, que estreia no Sesc Belenzinho em abril de 2015.

Esta edição também lança um olhar para Florianópolis. Sobre a cena teatral da cidade, publicamos dois textos. A diretora Barbara Biscaro escreve sobre o processo de criação da peça mais recente da longeva companhia O Dromedário Loquaz: Rádio Loquaz ZYK 693 – Pausas de se ouvir, que estreou no segundo semestre de 2014. Edelcio Mostaço escreve sobre Odiseo.com, texto de Marco Antonio de La Parra dirigido por André Carreira, espetáculo realizado em três espaços simultâneos, em três cidades: Buenos Aires, Florianópolis e Santiago do Chile. O projeto é uma coprodução entre o grupo brasileiro (E)xperiência Subterrânea e o CELCIT (Centro Latinoamericano de Creación e Investigación Teatral), da Argentina, com o apoio do IBERESCENA (Fondo de Ayudas para las Artes Escénicas Iberoamericanas).

A publicação da crítica de Odiseo.com também se conecta com nosso projeto de estabelecer um diálogo com o teatro feito na América Latina, que nesta edição ganha alguns contornos. Ainda na seção de críticas, Daniele Avila Small escreve sobre dois espetáculos da IX Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo da Cooperativa Paulista de Teatro, em que participou como crítica da plataforma DocumentaCena. São elas Galvarino do Teatro Kimen do Chile e Derretiré con un cerillo la nieve de un volcán do grupo mexicano Lagartijas Tiradas al Sol. João Cícero escreve sobre uma montagem carioca de um texto do dramaturgo venezuelano Gustavo Ott, Dois amores e um bicho, com tradução de Marialda Gonçalves Pereira e direção de Guilherme Delgado. Na seção de traduções publicamos dois monólogos inéditos do dramaturgo argentino Mauricio Kartum, ambas traduzidas por Diego de Angeli: Como um punhal nas carnes e A sorte da feia. E com isso materializamos esse desejo de olhar para o sul do nosso continente.

A seção de críticas conta ainda com um texto de Dinah Cesare sobre a montagem da peça Nossa cidade, de Thornton Wilder, dirigida por Antunes Filho. A peça estreou em São Paulo e fez breve temporada no Rio no Teatro Sesc Ginástico. Mariana Barcelos escreve sobre Contrações, montagem do Grupo 3 de Teatro, de Belo Horizonte, para o texto de Mike Bartlett, com direção de Grace Passô, que esteve em cartaz no CCBB-RJ no início do ano. Daniele Avila Small escreve sobre duas palestras-intervenções do festival de performance Atos de Fala: Os Serrenhos do Caldeirão: exercícios em antropologia ficcional da coreógrafa portuguesa Vera Mantero, no Espaço Sesc, e Melodrama, da performer e coreógrafa húngara Eszter Salamon, no Oi Futuro Flamengo.

Em 2015, contaremos com um suporte financeiro do edital de Fomento da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro para a manutenção da revista. Assim, publicaremos quatro edições no próximo ano: em março, junho, setembro e novembro.

Com patrocínio do Rumos Itaú Cultural, realizaremos o 3º Encontro Questão de Crítica a partir de abril de 2015 no Espaço Sesc, em Copacabana.

Os indicados do 2º semestre de 2014 ao 4º Prêmio Questão de Crítica e os indicados do ano ao 2º Prêmio Yan Michalski para o Teatro em Formação serão divulgados em janeiro no blog do Prêmio.

Colaboraram nesta edição:
Alessandra Vanucci, Barbara Biscaro, Betch Cleinman, Daniele Avila Small, Diego de Angeli, Dinah Cesare, Edelcio Mostaço, João Cícero Bezerra, Joelson Gusson, Juliana Pamplona, Mariana Barcelos, Mauricio Kartum, Michele Rolim, Natalia Nolli Sasso, Nicole Cordery, Renan Ji e Sidnei Cruz.

Conselho Editorial:
Dinah Cesare, Henrique Gusmão, Gabriela Lírio, Michelle Nicié, Patrick Pessoa e Viviane da Soledade.

Coordenação geral:
Daniele Avila Small.

Questão de Crítica – revista eletrônica de críticas e estudos teatrais

ISSN 1983-0300
Vol. VII, nº 63, dezembro de 2014

Vol. VII, nº 62, junho de 2014

30 de junho de 2014 Editoriais

Para a edição de junho de 2014, sugerimos uma reflexão sobre o trânsito entre categorias, sobre a presença de outras artes no campo ampliado das artes cênicas. A partir desta proposta, publicamos textos sobre trabalhos em que a dança, a performance art, o cinema e/ou a literatura estão presentes.

Na seção de críticas, Dinah Cesare escreve sobre Pindorama, espetáculo mais recente da Lia Rodrigues Companhia de Danças, encenado no Centro de Artes da Maré. Ivana Menna Barreto escreve sobre a performance O confete da Índia, de André Masseno, que fez apresentações no Solar de Botafogo.

Patrick Pessoa faz a crítica de Deus e o diabo na terra do sol, montagem de Jefferson Almeida a partir do filme de Glauber Rocha. Desirée Pessoa escreve sobre E se elas fossem pra Moscou? de Christianne Jatahy, montagem teatral que se desdobra em um filme editado ao vivo pela diretora. As duas peças estiveram em cartaz no Espaço Sesc. Damaris Grün escreve sobre uma promissora montagem de formatura dos alunos do primeiro semestre de 2014 da CAL – Casa das Artes de Laranjeiras: Yerma, de Federico Garcia Lorca, com direção de Renato Carrera.

Da cidade de São Paulo, Natalia Nolli Sasso faz a crítica de A Pior Banda do Mundo, peça da Cia. dos Outros inspirada nos quadrinhos homônimos do artista português José Carlos Fernandes, a partir de suas conexões com o Surrealismo e com o Realismo Fantástico.

De festivais internacionais recentes no Brasil, Daniele Avila Small escreve sobre Cineastas, peça do dramaturgo e diretor argentino Mariano Pensotti, espetáculo que se apresentou na MITsp – Mostra Internacional de Teatro de São Paulo em março deste ano; e Renan Ji escreve sobre Assombrações do Recife Velho, da companhia Os fofos encenam, que esteve em cartaz no Rio de Janeiro na programação do Cena Brasil Internacional.

Da cena londrina, Manoel Friques faz a crítica da peça Adler & Gibb de Tim Crouch, espetáculo atualmente em cartaz no Royal Court Theatre em Londres, que põe em jogo a relação entre a arte conceitual e a indústria do entretenimento.

Na seção de estudos, Fátima Costa de Lima e Fernando Marés escrevem sobre o trânsito entre a materialidade textual e o espaço cênico na encenação contemporânea. Em um texto sobre o artista como produtor, Dinah Cesare discute a noção de arte a partir de Walter Benjamim, Marcel Duchamp e Nicolas Borriaud.

Para falarmos sobre os 50 anos do golpe militar, reproduzimos nesta seção um artigo de Edelcio Mostaço publicado originalmente em 1983, sobre a política cultural desenvolvida pelo regime militar no Brasil.

Na seção de conversas, publicamos um debate realizado no Instituto do Ator, a cargo de Celina Sodré, com os criadores da peça O duelo, espetáculo da mundana companhia adaptado de conto homônimo de Anton Tchekhov, com direção de Georgette Fadel.

Na seção de processos, Micheline Torres narra sua trajetória e os percalços do processo de criação de seus trabalhos mais recentes sob o título de Meu corpo é minha política.

Na seção de traduções, para dar continuidade ao nosso projeto de intercâmbio com pensadores e criadores de teatro na América Latina, publicamos uma tradução de Luciana Romagnolli para o artigo A poética teatral em marcos axiológicos: critérios de valoração, no qual Jorge Dubatti aponta critérios para a crítica de teatro. Com este mesmo propósito, publicamos uma versão em castellano de Manuel Guerrero para crítica de Daniele Avila Small do espetáculo de Mariano Pensotti, Cineastas.

Tendo em vista as apresentações da peça O duelo no Festival de Teatro de Avignon, publicamos nesta edição a crítica de Renan Ji (publicada originalmente na edição de março de 2014), traduzida para o francês por Diego Viana. Esperamos, com isso, contribuir para repercussão do teatro brasileiro fora do país.

Aproveitamos a ocasião para confirmar a realização do 3º Encontro Questão de Crítica no primeiro semestre de 2015, tendo em vista que o nosso projeto foi selecionado no edital do Rumos – Itaú Cultural. Em breve, divulgaremos informações sobre datas e programação.

Visite o nosso canal no Vimeo para assistir a debates e palestras de eventos organizados pela Questão de Crítica: vimeo.com/questaodecritica

Colaboraram nesta edição:
Daniele Avila Small, Dâmaris Grün, Desirée Pessoa, Diego Viana, Dinah Cesare, Edelcio Mostaço, Fátima Costa de Lima, Fernando Marés, Ivana Menna Barreto, Jorge Dubatti, Luciana Romagnolli, Manoel Silvestre Friques, Manuel Guerrero, Micheline Torres, Natalia Nolli Sasso, Patrick Pessoa, Renan Ji e colaboradores do Instituto do Ator.

Conselho Editorial:
Dinah Cesare, Henrique Gusmão, Gabriela Lírio, Michelle Nicié, Patrick Pessoa e Viviane da Soledade.

Coordenação geral:
Daniele Avila Small.

Conheça os indicados do 1º semestre de 2014 ao 4º Prêmio Questão de Crítica :: http://questaodecritica.com.br/premioqdc/indicados-do-1o-semestre-de-2014-ao-4o-premio-questao-de-critica/

Questão de Crítica – revista eletrônica de críticas e estudos teatrais

ISSN 1983-0300
Vol. VII, nº 62, junho de 2014

O duelo

30 de junho de 2014 Conversas

Vol. VII, nº 62, junho de 2014

Resumo: Conversa sobre o trabalho da mundana companhia no espetáculo teatral O duelo, adaptação da novela homônima de autoria de Anton Tchekhov, no Instituto do Ator, Rio de Janeiro.

Palavras-chave: Tchekhov, mundana companhia, O duelo, Instituto do Ator

Abstract: Debate about mundana companhia’s work on the theatrical show The Duel, adaptation of Anton Tchekhov’s novel, at Instituto do Ator, Rio de Janeiro.

Keywords: Tchekhov, mundana companhia, The Duel, Instituto do Ator

Vol. VII, nº 61, março de 2014

31 de março de 2014 Editoriais

A edição de março de 2014 marca uma renovação interna no projeto da Questão da Crítica, que neste mês completa seis anos de atividades. Esta é a primeira edição realizada a partir da mudança de periodicidade da revista, que passa a ser trimestral. A partir de agora, a Questão de Crítica conta com um Conselho Editorial formado por Dinah Cesare, Henrique Gusmão, Gabriela Lírio, Michelle Nicié, Patrick Pessoa e Viviane da Soledade, com coordenação geral de Daniele Avila Small.

A mudança na periodicidade interfere principalmente na seção de críticas, que se assume ainda mais reflexiva, permitindo-se um tempo de elaboração mais longo e um investimento maior na extensão dos textos. Com esta mudança, experimentamos também a escolha de um enfoque temático para a edição que, neste caso, é a ideia de dramaturgia.

Na seção de críticas desta edição, João Cícero Bezerra escreve sobre Conselho de Classe, da Cia dos Atores, Dinah Cesare escreve sobre Eu, o Romeu e a Julieta, da Cia das Inutilezas; Rita Natálio escreve sobre In-Trânsito, da Cia Marginal, Manoel Friques escreve sobre This was the end, espetáculo da companhia Restless de Nova York; Renan Ji escreve sobre O duelo, da mundana companhia e Daniele Avila Small escreve sobre Edypop, da Aquela Cia.

Na seção de estudos, o artigo de Manuel Guerrero sobre a peça Confidências do marquês no dia em que morreu, do dramaturgo chileno-peruano Sergio Arrau, bem como a publicação da tradução desta peça na seção de traduções da revista, vem ao encontro de um projeto mais recente da Questão de Crítica de contribuir para o intercâmbio entre artistas e pesquisadores de teatro da América Latina e da Espanha, ou seja, de ser um lugar de encontro entre dramaturgias de língua espanhola.

A partir da temática em torno de questões de dramaturgia, publicamos três textos sobre Samuel Beckett: um estudo de Cláudia Maria de Vasconcellos sobre o conceito de estranhamento na dramaturgia de Beckett; uma conversa com Ana Kfouri e Isabel Cavalcanti sobre o Projeto Beckett, por Cassiana Lima Cardoso, e uma conversa com o diretor Rubens Rusche sobre suas montagens de textos de Beckett, por Manuel Fabrício de Andrade e Sueli Master.

Na seção de processos, Miguel Vellinho escreve sobre a criação do mais recente trabalho da Cia. PeQuod, Peh Quod Deux, que estreou este ano no Rio de Janeiro, e Marcelo Asth escreve sobre o seu trabalho na performance Ritual-Exposição: Ascendência-Imanência-Transcendência, realizada no curso de pós-graduação da UNIRIO, com orientação da Prof. Tania Alice.

Colaboraram nesta edição:

Cassiana Lima Cardoso, Cláudia Maria  de Vasconcellos, Daniele Avila Small, Dinah Cesare, João Cícero Bezerra, Manoel Silvestre Friques, Manuel Fabrício de Andrade, Manuel Guerrero, Marcelo Asth, Miguel Vellinho, Renan Ji, Rita Natálio, Sergio Arrau, Sueli Master.

Conselho Editorial:

Dinah Cesare, Henrique Gusmão, Gabriela Lírio, Michelle Nicié, Patrick Pessoa e Viviane da Soledade.

Coordenação geral:

Daniele Avila Small.

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Vol. VII, nº 61, março de 2014

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A Questão de Crítica – Revista eletrônica de críticas e estudos teatrais – foi lançada no Rio de Janeiro em março de 2008 como um espaço de reflexão sobre as artes cênicas que tem por objetivo colocar em prática o exercício da crítica. Atualmente com quatro edições por ano, a Questão de Crítica se apresenta como um mecanismo de fomento à discussão teórica sobre teatro e como um lugar de intercâmbio entre artistas e espectadores, proporcionando uma convivência de ideias num espaço de livre acesso.

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