Conversas

Histórias do corpo. Entrevista com Verusya Correia

1 de outubro de 2020 Conversas

Verusya, agradeço pela entrevista, e também pelo trabalho que você tem feito em Itacaré, Bahia. Você criou uma proximidade com a cidade, não só pela maneira como estuda sobre ela, mas também pela sua atuação como curadora de um festival. A curadoria, para ganhar consistência, não pode perder de vista esta relação entre as pessoas e o lugar?

Eu agradeço imensamente este convite, Ivana!! Você pode observar que no Brasil tais questões aparentam estar resolvidas, mas a enorme diferença econômica entre as diferentes camadas sociais são bases para ações nas quais o poder do capital impera, impõe regras segregatórias, orientações de convívio  etc. Num plano mais geral, o modelo hegemônico da dança contemporânea e seus acessos também colaboram para este sistema, tornando mais que pertinente este estudo na atualidade. Vejo uma construção com bases sólidas, onde pouco se questionou suas ações e ramificações. Os modos operantes do pensamento tradicional europeu sobre dança criaram réplicas, estruturas disciplinares com definições pedagógicas, éticas e estéticas.

Histórias do corpo. Entrevista com Christine Greiner

2 de setembro de 2020 Conversas

A série de entrevistas Histórias do Corpo é um projeto de conversas sobre histórias do corpo no Brasil, assim no plural, porque são muitas as suas versões, e muitos também os caminhos para onde apontam. Sem perder de vista as contaminações de outras culturas, a colonização, as insurgências e lutas nelas implicadas, as histórias são contadas por artistas, pesquisadores, e artistas-pesquisadores, porém sem uma preocupação com a história cronológica de causa e efeito, no sentido do que vem antes e o que deveria vir depois. Buscamos ouvir algumas experiências com certo recuo no tempo, para deslocar e colocar em perspectiva acontecimentos do passado que ressoam no presente.

O projeto é concebido por Ivana Menna Barreto em parceria com Daniele Avila Small para a Revista Questão de Crítica.

Histórias do corpo. Entrevista com André Masseno

17 de agosto de 2020 Conversas

A série de entrevistas Histórias do Corpo é um projeto de conversas sobre histórias do corpo no Brasil, assim no plural, porque são muitas as suas versões, e muitos também os caminhos para onde apontam. Sem perder de vista as contaminações de outras culturas, a colonização, as insurgências e lutas nelas implicadas, as histórias são contadas por artistas, pesquisadores, e artistas-pesquisadores, porém sem uma preocupação com a história cronológica de causa e efeito, no sentido do que vem antes e o que deveria vir depois. Buscamos ouvir algumas experiências com certo recuo no tempo, para deslocar e colocar em perspectiva acontecimentos do passado que ressoam no presente.

O projeto é concebido por Ivana Menna Barreto em parceria com Daniele Avila Small para a Revista Questão de Crítica.

 

André, agradeço pela entrevista, e também à Revista Questão de Crítica, pela oportunidade. É um prazer voltarmos à nossa conversa sobre sua pesquisa, que faz um percurso entre performance e literatura brasileira, olhando com atenção especial o corpo, no contexto histórico da contracultura, da Tropicália e de uma não-separação entre arte e ativismo. Para você, fez mais sentido deslocar o olhar do presente e mergulhar em nosso passado recente, em relação à Tropicália e ao Modernismo, para a criação de novas experiências artísticas (no caso de sua performance O Confete da Índia) e, paralelamente, desenvolver sua pesquisa acadêmica? Esse retorno ao passado abre perspectivas para se experimentar um outro “jeito de corpo”, como você propõe, no artigo publicado em Bioescritas, biopoéticas (2017)?

Histórias do corpo. Entrevista com Ana Teixeira

2 de agosto de 2020 Conversas

A série de entrevistas Histórias do Corpo é um projeto de conversas sobre histórias do corpo no Brasil, assim no plural, porque são muitas as suas versões, e muitos também os caminhos para onde apontam. Sem perder de vista as contaminações de outras culturas, a colonização, as insurgências e lutas nelas implicadas, as histórias são contadas por artistas, pesquisadores, e artistas-pesquisadores, porém sem uma preocupação com a história cronológica de causa e efeito, no sentido do que vem antes e o que deveria vir depois. Buscamos ouvir algumas experiências com certo recuo no tempo, para deslocar e colocar em perspectiva acontecimentos do passado que ressoam no presente.

O projeto é concebido por Ivana Menna Barreto em parceria com Daniele Avila Small para a Revista Questão de Crítica.

A primeira entrevista, com a pesquisadora Ana Teixeira (PUC/SP), aborda as relações históricas entre Companhias de Dança e poder estatal.

CEAK: Formação, pesquisa e resistência

28 de abril de 2018 Conversas e

A atriz Tainah Longras conversa com a atriz e diretora Ana Kfouri sobre o CEAK – Centro de Estudos Ana Kfouri, espaço aberto em 2017 no Cosme Velho, no Rio de Janeiro.

TAINAH LONGRAS: O CEAK não é o primeiro espaço de pesquisa cênica que esteve sob sua orientação. Antes dele, você coordenou o CEAE – Centro de Estudo Artístico Experimental, no SESC Tijuca, por 9 anos. Como essa experiência ajudou a concretizar o projeto de um espaço próprio?

ANA KFOURI: São épocas e projetos muito distintos, mas penso que interligados pelo desejo e pela determinação de serem voltados à investigação artística. O CEAE tinha a parceria valiosa do Sesc Rio e, assim sendo, pudemos realizar eventos e projetos na maioria das vezes gratuitos, ou a preço popular, como espetáculos, leituras, debates, oficinas, solos e seminários. O CEAE fomentou a pesquisa artística e integrou atores, estudantes e espectadores com projetos como Cotidiano na Ribalta, Quartas Cênicas, Solos, Seminários, Conversando com… sobre…, Mostra Universitária, Mostra Novíssimas Pesquisas Cênicas, Palco de experimentação. Foram lindos tempos nos quais pudemos atender a diversas tendências artísticas nas áreas de teatro, dança, música e poesia, contribuindo para a formação e para o aumento de um público interessado em participar de atividades artísticas que fugiam do padrão convencional no bairro da Tijuca. Que beleza! Outros tempos…

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Questão de Crítica

A Questão de Crítica – Revista eletrônica de críticas e estudos teatrais – foi lançada no Rio de Janeiro em março de 2008 como um espaço de reflexão sobre as artes cênicas que tem por objetivo colocar em prática o exercício da crítica. Atualmente com quatro edições por ano, a Questão de Crítica se apresenta como um mecanismo de fomento à discussão teórica sobre teatro e como um lugar de intercâmbio entre artistas e espectadores, proporcionando uma convivência de ideias num espaço de livre acesso.

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