Processos

A Tryple Frontera, texto residual

27 de fevereiro de 2018 Processos

O presente texto residual é, de alguma forma, assim como o trabalho realizado no projeto, um recorrido entre tempos – portanto não respeita uma ordem cronológica do processo – e ainda que sugira uma mirada para o passado, será também a partir de seus bocetos (esboços, rascunhos) que conservam em sua própria natureza algum desejo de futuro. Muitos dos textos e notas não apareceriam materialmente não fosse dessa maneira. Logo, vale salientar, as texturas aqui expostas – um dia rascunhos, hoje ruínas, tudo resíduo – tenta apenas levantar possíveis aspectos do trabalho realizado ao longo do projeto A Tríplice Fronteira / La Triple Frontera / Yvy Marãe’y.

Tom e o barro – o complexo primitivo

27 de fevereiro de 2018 Processos

Nota: Este texto foi originalmente publicado no livro Tom na fazenda, que integra a Coleção Dramaturgia da Editora Cobogó.

Foto: José Limongi.
Foto: José Limongi.

O ano de estreia da montagem brasileira de Tom na fazenda foi marcado pelo evidenciamento de uma expressiva onda conservadora que começou a se espalhar pelo Brasil e por tantos outros países como reação às liberdades conquistadas na virada do século. Em 2017, houve golpe político, movimentos de xenofobia, limpeza étnica, censura às artes, genocídio em comunidades pobres e indígenas, desmatamento desenfreado, crises econômica, política e ética, repressão das expressões “pagãs”, perseguições religiosas, homofobia. É nesse contexto que cai em nossas mãos Tom na fazenda, do canadense Michel Marc Bouchard.

Breve exposição de uma pesquisa artística: a crítica interna em um processo de criação colaborativo

26 de novembro de 2016 Processos

Este é um breve relato quanto à experiência de criação do Estudo sobre o masculino: primeiro movimento[1], como diretor e dramaturgo. Uma investigação artística que visou problematizar acerca do universo masculino a partir de um contorno: a fragilidade, no contemporâneo, de homens nascidos nas décadas de 1960 e 1970. Desta experiência de criação, gostaria de enfocar o dispositivo da crítica interna, prática associada aqui, com o propósito de especulação, ao procedimento dos feedbacks, e destacar dois momentos nos quais é possível identificar seu papel a partir da perspectiva de aguçar a busca pela consistência da pesquisa artística. Para esse fim, cabe esclarecer, brevemente, certo contexto do processo e algumas condições em que se estabeleceu a execução da pesquisa: acerca dos objetivos, da organização dos encontros, e dos dispositivos de criação adotados.

Você está se repetindo

31 de outubro de 2016 Processos

 

A figura

A temática de O Figurante surgiu algum tempo antes do processo de criação do espetáculo, acidentalmente sugerida pelo crítico Rodrigo Monteiro em sua análise sobre Shuffle, peça que dirigi com Julia Bernat em 2012 e que segue atualmente no repertório da companhia. Ainda hoje não me parece claro se seus apontamentos indicam algum juízo de valor embora o texto, no geral, não demonstre muito apreço pelo projeto.

Guerrilheiras, corpos saídos da terra para nos lembrar

24 de dezembro de 2015 Processos

Vol. VIII n° 66 dezembro de 2015 :: Baixar edição completa em pdf

Resumo: Esse artigo pretende descrever o processo de criação dos figurinos para o poema-cênico Guerrilheiras, ou para a terra não há desaparecidos com dramaturgia de Grace Passô, direção de Georgette Fadel e figurinos de Desirée Bastos. A peça estreou no Espaço SESC no Rio de Janeiro em setembro de 2015.

Palavras-chave: guerrilheiras; figurinos; terra

Resumen: Ese artículo pretende describir el proceso de la creación del diseño de vestuario para el poema-escénico Guerrilheiras, ou para a terra não há desaparecidos con dramaturgia de Grace Passô, dirección de Georgette Fadel y diseño de vestuario de Desirée Bastos. Estreno em Espaço SESC en Rio de Janeiro en septiembre del 2015.

Palavras-llave: guerrilheiras; vestuario; tierra

 

Primeiros encontros com as Guerrilheiras

Com dramaturgia de Grace Passô e direção de Georgette Fadel, a montagem narra a luta e as memórias do que essas mulheres viveram e deixaram naquela região, histórias escondidas na Floresta Amazônica e relembradas por camponeses que presenciaram o confronto. Das 12 guerrilheiras, apenas o corpo de uma foi achado.[1]

O parágrafo acima extraído de matéria do jornal O Globo sobre o espetáculo Guerrilheiras, ou para a terra não há desaparecidos apresenta exatamente as informações que foram lançadas na primeira reunião com a equipe técnica da qual participei em meados de junho de 2015.

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Questão de Crítica

A Questão de Crítica – Revista eletrônica de críticas e estudos teatrais – foi lançada no Rio de Janeiro em março de 2008 como um espaço de reflexão sobre as artes cênicas que tem por objetivo colocar em prática o exercício da crítica. Atualmente com quatro edições por ano, a Questão de Crítica se apresenta como um mecanismo de fomento à discussão teórica sobre teatro e como um lugar de intercâmbio entre artistas e espectadores, proporcionando uma convivência de ideias num espaço de livre acesso.

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