Tag: cibele forjaz

Somos todos elefantes

28 de maio de 2015 Críticas
Foto: Rodrigo Costa.
Foto: Rodrigo Costa.

Vol. VIII nº64, maio de 2015.

Resumo: A peça O homem elefante mostra a história de um jovem londrino da segunda metade do século XIX, nascido com uma deformidade que o afasta do convívio social e o transforma em atração de freak shows. A teatralidade da encenação promove apreensões que tensionam as noções de natureza e ciência e ainda revelam certas questões relativas à alteridade.

Palavras-chave: alteridade, teatralidade, Bernard Pomerance, Cibele Forjaz

O inalienável tempo do percurso

19 de julho de 2011 Críticas
Sergio Siviero e Aury Porto. Foto: Cacá Bernardes.

A peça O idiota – uma novela teatral foi criada por iniciativa dos fundadores da Mundana Companhia, de São Paulo, Aury Porto (que faz o Príncipe Míchkin e assina a adaptação) e Luah Guimarãez (Nastássia Filípovna, que assina colaboração dramatúrgica). A diretora Cibele Forjaz, da Cia Livre, também assina a dramaturgia, assim como Vadim Nikitin. Colaboraram ainda Elena Vássina e Boris Schnaidermann.

Rainhas ao quadrado

20 de abril de 2009 Críticas

Mary Stuart, clássico de Schiller, é encenada em São Paulo e no Rio, mostrando como anda a produção teatral das duas cidades.

De tempos em tempos, o público tem a sorte de ter em cartaz simultaneamente duas versões da mesma peça. Aconteceu recentemente com Ricardo III, de Shakespeare, quando Jô Soares dirigiu Marco Ricca e Roberto Lage dirigiu Celso Frateschi ao mesmo tempo na cidade de São Paulo. Com duas montagens em cartaz do mesmo texto, as opções de cada uma ficam bem mais evidentes, revelando não só o quanto o teatro é uma arte de infinitas possibilidades, mas principalmente como a arte é feita de várias escolhas que – esperamos – se traduzem no palco como uma realidade inventada. Obviamente, ao relevar alguns aspectos do texto e ignorar outros, ao escolher uma tradução ou realizar cortes no texto original, um diretor e sua equipe direcionam também a maneira pela qual o público vai usufruir daquela obra.

Schiller em Sampã

10 de dezembro de 2008 Críticas

O dramaturgo Friedrich Schiller está vivo em São Paulo. Sua divisa tempestade e ímpeto ressoa em dois diferentes palcos da cidade: Os Bandidos, em montagem capitaneada por José Celso Martinez Correa para o grupo Oficina e em Rainha[(s)], realização de Cibele Forjaz.

Os Bandidos foi convenientemente reciclada e ambientada na Sampã pós-moderna e inter-galática que exprime e metaforiza a contenda que opõe, há mais de 20 anos, o Oficina e Silvio Santos, em razão do uso dos terrenos adjacentes ao histórico edifício teatral, tombado pelo patrimônio histórico. Pela lei de zoneamento da cidade uma área de 300 metros em volta de um bem tombado fica embargada, para evitar que qualquer alteração desfigure o centro do tombamento. Ocorre que, no caso do Oficina, foi tombado apenas a atividade (ou seja, sua destinação teatral e não o prédio ele mesmo), o que vem possibilitando a aludida contenda com um vizinho bastante incômodo, a sede administrativa do grupo empresarial que controla o Sistema Brasileiro de Televisão e que pretende, naqueles terrenos, construir um shopping center.

VemVai – O Caminho dos Mortos

20 de março de 2008 Conversas
Foto: divulgação.

Esta conversa foi realizada no dia 1º de março de 2008, durante a breve passagem da Cia Livre pelo Rio de Janeiro. A diretora Cibele Forjaz conta a trajetória da montagem do VemVai, fazendo um relato importante sobre o período de pesquisas do grupo e explicitando como isto se deu na prática, como a pesquisa e a cena estão intrinsecamente conectadas. Num segundo momento, os integrantes da Cia Livre falam sobre o lugar do VemVai na trajetória do grupo, seus pontos em comum com os outros espetáculos e suas características particulares. Falamos ainda sobre a relação da peça com o público carioca e com um público mais específico, a crítica.

Notes

Newsletter

Edições Anteriores

Questão de Crítica

A Questão de Crítica – Revista eletrônica de críticas e estudos teatrais – foi lançada no Rio de Janeiro em março de 2008 como um espaço de reflexão sobre as artes cênicas que tem por objetivo colocar em prática o exercício da crítica. Atualmente com quatro edições por ano, a Questão de Crítica se apresenta como um mecanismo de fomento à discussão teórica sobre teatro e como um lugar de intercâmbio entre artistas e espectadores, proporcionando uma convivência de ideias num espaço de livre acesso.

Edições Anteriores