Autor Renan Ji

O Evangelho segundo Pippo Delbono

8 de fevereiro de 2017 Críticas

De antemão, tomo a liberdade de dizer que é difícil sair indiferente a um espetáculo como Vangelo, de Pippo Delbono. Corro o risco dessa generalização devido à reação de alguns companheiros espectadores, e também às minhas próprias percepções, certamente remexidas. A montagem a que assisti se deu no Theatre Olympics, grande festival de teatro ocorrido na cidade de Wroclaw, Polônia[1], contando com um público heterogêneo advindo de várias partes da Europa. Dentre as pessoas com quem pude conversar, a sensação de desconcerto era quase a mesma. Para plateias europeias, não é novidade o caráter ousado do trabalho de Pippo Delbono, seja no cinema, seja no teatro; porém foram muitos os que saíram anestesiados da obra mais recente do artista e de sua companhia teatral.

O rumor também é um deus

25 de abril de 2016 Críticas

Vol. IX, nº 67 abril de 2016 :: Baixar edição completa em PDF

Resumo: O texto parte do conceito grego de rumor como forma de acessar o princípio formal da peça e, nesse processo, tecer considerações sobre as possibilidades de resgate do mito grego no teatro e sua relação com o cenário político atual.

Palavras-chave: rumor, mito, Minotauro, política

Abstract: The text brings the Greek concept of rumor as way to access the formal principle of the play and, in the process, makes considerations about dramatic and political treatments of the Greek myth today.

Keywords: rumor, myth, Minotaur, politics

 

Faz assim; e foge ao terrível rumor dos mortais,

pois o rumor é mau, rápido para se criar

com grande facilidade, penoso para suportar, difícil de deixar de lado.

Nenhum rumor se destrói completamente quando muita

gente o divulga: é que ele também é um deus

(HESÍODO, 2012, p. 137).

Notes along the Way: FIAC 2015

25 de abril de 2016 In English, Traduções , e

Vol. IX, nº 67 abril de 2016 :: Download complete edition in PDF

 

By Mariana Barcelos and Renan Ji

Translated by Leslie Damasceno

Abstract: Considerations regarding the curatorial thought behind FIAC, Bahia’s international festival of theater arts and performance. This article analyzes works presented at the 2015 edition through a series of five horizontal concepts: cartography, body, musicality, the corpus of local (Bahian) plays and the spectator. These categories represent different and independent ways of looking at the festival’s program, without exhausting other possibilities of critical thinking about the works assembled.

Published in Portuguese in December, 2015 at Questão de Crítica. Available at: Available with images at: http://www.questaodecritica.com.br/2015/12/fiac/

Descendo a escada

24 de dezembro de 2015 Críticas

Vol. VIII n° 66 dezembro de 2015 :: Baixar edição completa em pdf

Resumo: o autor tece considerações sobre A escada de Jacó, da companhia Studio Stanislavski, montagem que estreou em agosto de 2015, no SESC Copcabana. Trata-se de uma reflexão sobre as imagens produzidas pelo espetáculo, que reverberam um substrato insondável, porém fundamental, da cultura brasileira.

Palavras-chave: imagem, cultura brasileira, estranho

Abstract: the author gives thought to A escada de Jacó, work by Studio Stanislavski company, premiered in august 2015 in SESC Copacabana. The text is a reflection on the images produced by the presentation, which reverberate an inscrutable substract of Brazilian culture, but certainly a fundamental one.

Keywords: image, Brazilian culture, uncanny

 

A Celina Sodré, pela atenção.

Jacó sonhara com uma escada. Por ela, anjos transitavam entre o céu e a terra, levando aos homens a mensagem de nosso Senhor. Próximo aos degraus mais baixos, o homem deveria manter seu horizonte no ponto mais alto da escada, onde estaria Deus guardando a entrada de seu reino divino. No simbolismo da escada de Jacó, há um inegável sentido ascendente: subindo os degraus, revela-se a verdade por trás do dogma divino, a verdade cósmica superior à imperfeição terrena. Na vida proliferante das imagens simbólicas, percebe-se que essa tendência se dissemina por toda a iconografia e a mitologia cristãs, configurando uma imagem ou estrutura simbólica amplamente reconhecível no mundo ocidental.

Anotações de viagem: FIAC 2015

24 de dezembro de 2015 Críticas e

Vol. VIII n° 66 dezembro de 2015 :: Baixar edição completa em pdf

English version: http://www.questaodecritica.com.br/2016/04/notes-along-the-way-fiac-2015/

Resumo: O texto tece considerações sobre o pensamento curatorial que estrutura o festival, realizando uma análise dos espetáculos a partir de cinco categorias transversais: cartografia, corpo, musicalidade, mostra baiana e espectador. Tais categorias representam possíveis recortes na programação do evento, podendo ser lidos de maneira autônoma, sem pretensão de esgotamento das relações entre os trabalhos artísticos.

Palavras-chave: FIAC Bahia 2015, cartografia, corpo, musicalidades, espectador

Abstract: Remarks about the curatorial thought of FIAC, Bahia’s international festival of theater arts and performance. For the 2015 edition, the text analyses the works through a series of five horizontal concepts: cartography, body, musicality, local plays and spectator. These categories represent different and independent ways of looking at the festival’s program, without exhausting other possibilities of critical thinking among the works assembled.

Keywords: FIAC Bahia 2015, cartography, body, musicality, spectator

 

Durante os dez intensos dias do Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia – FIAC 2015, assistimos a dezoito trabalhos de artes cênicas oriundos de cinco estados brasileiros – Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Distrito Federal – e de quatro outros países além do nosso – França, Espanha, Bélgica e Itália. A quantidade de obras somada a esta abrangência geográfica foram desafiadoras desde o início para a escrita deste texto.

Frente ao programa impresso do evento, circulamos à caneta, na tentativa de abarcar toda a programação, a rotina dos nossos próximos dias. Ainda assim, dois trabalhos não puderam ser vistos – Biomashup (de Cristian Duarte, SP), devido à sobreposição de horários e Clean Room – 2nd Season (de Juan Dominguez, Espanha), por razões que serão esclarecidas mais à frente.

Newsletter

Edições Anteriores

Questão de Crítica

A Questão de Crítica – Revista eletrônica de críticas e estudos teatrais – foi lançada no Rio de Janeiro em março de 2008 como um espaço de reflexão sobre as artes cênicas que tem por objetivo colocar em prática o exercício da crítica. Atualmente com quatro edições por ano, a Questão de Crítica se apresenta como um mecanismo de fomento à discussão teórica sobre teatro e como um lugar de intercâmbio entre artistas e espectadores, proporcionando uma convivência de ideias num espaço de livre acesso.

Edições Anteriores