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Quando se atua e quando se vive?

30 de junho de 2014 Críticas

Vol. VII, nº 62, junho de 2014

Resumo: Este texto trata da encenação E se elas fossem pra Moscou?, dirigida por Christiane Jatahy. Nele, são abordadas questões pertinentes às noções de teatros performativos e teatros do real, à luz de problematizações aprofundadas por Silvia Fernandes. Também se realiza uma reflexão sobre alguns aspectos da ética pensados por Mikhail Bakhtin a partir de elementos presentes no espetáculo e pertinentes na discussão estabelecida.

Palavras-chave: Teatros performativos, teatros do real, ética, virtual, real, ficcional.

Resumen: Este artículo trata sobre el escenario ¿Y si ellas fueran a Moscú?, dirigido por Christiane Jatahy. En él se discuten cuestiones conexos a las nociones de teatros performativas y teatros reales, a la luz de problematizaciones profundizados por Silvia Fernandes. También realiza una reflexión sobre algunos aspectos del pensamiento ético por Mikhail Bakhtin de elementos presentes en el espectáculo y pertinentes a la discusión establecida.

Palabras clave: teatros performativas, teatros reales, la ética, virtual, real, ficticio.

O mar e o espaço de uma utopia melancólica

14 de abril de 2013 Críticas
Foto: Divulgação.

Um documento do desejo construtivo e de morte de uma peça em que seus integrantes são aventureiros que se deslocam por territórios que reúnem em si a fisicalidade dos espaços percorridos e seus imaginários. O trabalho é uma parceria-mistura da companhia Foguetes maravilha do Brasil, e da Mundo perfeito de Portugal, e nada mais apropriado do que o princípio do argumento em que as duas companhias se encontram num veleiro no Oceano Atlântico para realizar a peça: espaço de plasma, de deriva, de tempestade, onde a morte é uma possibilidade latente. Então o maravilhoso do mundo só pode mesmo existir pelo confronto cínico com a morte.

Submersão e respiração de uma dramaturgia com teor de cena

6 de maio de 2011 Críticas
Felipe Rocha, Stella Rabello e Renato Linhares. Foto: Divulgação.

O melhor modo de apresentar as idéias que surgiram a partir do espetáculo Ninguém falou que seria fácil talvez seja tentar esboçar os traços de um pensamento que ainda não pode ser consumido pela escrita. O que seria um lugar comum da escrita, o fato de ser uma expressão da linguagem e, portanto, conter uma medida de indizível e de disforme, se evidencia pela matéria mesma do espetáculo configurado por uma narrativa que busca um trânsito entre a postura dos criadores, dos atuantes e dos receptores. Minha perspectiva aqui foi fisgada pelo o que Daniele Avila escreveu no texto que está no programa. Para refletir sobre o trabalho desenvolvido pela companhia Foguetes maravilha, dirigida por Felipe Rocha em parceria com Alex Cassal, ela se refere a uma dramaturgia singular e emblemática:

Como se chama ou Por afeto

10 de setembro de 2008 Críticas
Ator: Pedro Brício. Foto: divulgação.

Uma peça com dois títulos, ou dois títulos colados um no outro: esse é um pressuposto que não pode ser deixado de lado. O título de uma peça não é dado arbitrariamente, ele pode compor o sentido da obra, explicitar algum motivo do processo de trabalho, pode ser um enigma ou só mesmo uma frase de efeito. Colocar dois títulos juntos numa peça me parece ser uma proposta feita ao público a priori: você pode ver desta ou de outra maneira, você pode entender isto ou aquilo. Ou ainda: você pode ver desta e de outra maneira, entender isto e aquilo. O “ou” do título me parece sugerir sobreposições. Ele é um pouco “e”.

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A Questão de Crítica – Revista eletrônica de críticas e estudos teatrais – foi lançada no Rio de Janeiro em março de 2008 como um espaço de reflexão sobre as artes cênicas que tem por objetivo colocar em prática o exercício da crítica. Atualmente com quatro edições por ano, a Questão de Crítica se apresenta como um mecanismo de fomento à discussão teórica sobre teatro e como um lugar de intercâmbio entre artistas e espectadores, proporcionando uma convivência de ideias num espaço de livre acesso.

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