Estudos

Crítica de artista ou O crítico ignorante 7 anos depois

25 de abril de 2016 Estudos

Vol. IX, nº 67 abril de 2016 :: Baixar edição completa em PDF

Resumo: O ensaio propõe a prática de uma crítica de artista como resposta ao mal-estar da mediação, tendo em vista a conhecida insatisfação dos artistas para com a crítica. A proposta se relaciona com as ideias do livro O crítico ignorante, da própria autora, do ensaio de Max Bense O ensaio e sua prosa, de O ensaio como forma de Theodor Adorno, e especialmente de Sobre a essência e a forma do ensaio: uma carta a Leo Popper de Georg Lukács, bem como do livro Altas literaturas de Leila Perrone-Moisés, e sugere a troca de ensaios epistolares entre artistas, por uma escrita da crítica amorosamente contemporânea ao teatro do seu tempo.

Palavras-chave: crítica de artista, crítico ignorante, ensaio epistolar

Abstract: This essay proposes the practice of an artist’s critic as an answer to the malaise of mediation, considering the very well known dissatisfaction of artists to criticism. The propposal is related to the book O crítico ignorante (The Ignorant Critic), by the author of this paper, Max Bense’s On the Essay and its Prose, The Essay as Form by Theodor Adorno, and specially On the Essence and Form of the Essay: A Letter to Leo Popper, by Georg Lukács, as well as the book by Leila Perrone-Moisés Altas literaturas (High Literatures). It suggests the exchange of epistolary essays among artists, as a way to a critical writing which is lovingly contemporary to the theatre of its time.

Keywords: artist’s critic, ignorant critic, epistolary essay

 

What would you think if I sang out of tune?
Would you stand up and walk out on me?
Lend me your ears and I’ll sing you a song
And I’ll try not to sing out of key
Oh, I get by with a little help from my friends
I get high with a little help from my friends
Gonna try with a little help from my friends

Paul McCartney

A crítica sem juízo: entre o cânone e o consenso

25 de abril de 2016 Estudos

Vol. IX, nº 67 abril de 2016 :: Baixar edição completa em PDF

Resumo: Este ensaio tem por objetivo pensar o campo da crítica de arte nos últimos vinte anos. E, de modo especial, a crítica teatral diante do diagnóstico de esvaziamento e perda de força com que se depara, seja com a redução do espaço da crítica nos veículos de comunicação de massa, seja o lugar de estabilidade entre o cânone e o consenso que parece caracterizar os exercícios críticos recentes.

Palavras-chave: crítica, recepção, juízo estético, cânone, consenso

Abstract: This essay aims to discuss the field of art critique in the last twenty years. The discussion focus especially in the theater critic, faced with the diagnosis of the latest draining and loss of strength that confronts it, either by reducing the critical space in the mainstream media, either by the place of stability between the canon and the consensus that seems to characterize the recent critical exercises.

Keywords: critical reception, aesthetic judgment, canon, consensus

 

 

“O crítico é um leitor que rumina. Deveria, por isso, ter mais de um estômago.”

Friedrich Schlegel

A fruição desejante – notas sobre Soma e Sub-tração: territorialidades e recepção teatral, de Edélcio Mostaço

25 de abril de 2016 Estudos

Vol. IX, nº 67 abril de 2016 :: Baixar edição completa em PDF

Resumo: O artigo apresenta o livro Soma e Sub-tração: territorialidades e recepção teatral, de Edélcio Mostaço. Investiga os modos como o autor discute e aplica os métodos da recepção teatral à luz de uma realidade específica  que é a  do  teatro brasileiro moderno e contemporâneo, entre outros temas. E de como se insere e opera  o trânsito entre diferentes gerações de críticos teatrais do país.

Palavras-chave: Recepção, Crítica,Teatro brasileiro

Abstract: The author presents the volume Soma e Sub-tração: territorialidades e recepção teatral by Edélcio Mostaço. It investigates the ways by which Mostaço discusses and applies the methods of theatrical reception in the light of an specific reality, that of the brazilian modern and contemporary theatre, among other themes, as the transit between different generations  of brazilian critics.

Keywords: Reception, Criticism, Brazilian theatre

 

 

O primeiro movimento do livro de Edélcio Mostaço (Soma e Sub-tração – territorialidades e recepção teatral. São Paulo: Edusp, 2015) é um   panorama do teatro brasileiro que cobre período entre o final dos anos 50 e meados da primeira década do século XXI. Uma visada que começa com os desdobramentos do primeiro modernismo e se estende à cena contemporânea. Edélcio enfatiza a década de 60 como matriz ou espaço/tempo em que se operou alteração fundamental. A nota em que toma os anos 60 como passagem paradigmática na direção de uma mudança substancial pode ser lida, pelas bordas, em outro historiador importante:   Décio de Almeida Prado. Ou melhor, deve ser intuída não de uma análise feita por este, que chegasse às mesmas conclusões, mas, pode-se dizer, em uma atitude: o abandono da atividade crítica . Àquela altura o nosso maior crítico moderno justificara a saída da militância primeiro com o episódio envolvendo a atuação política dos artistas que punham-se em contraponto ao jornal O Estado de São Paulo, para o qual Décio escrevia. Mas, adiante, no balanço que se pode ler na apresentação de Exercício Findo há um argumento menos circunstancial, ligado ao caminhar objetivo da criação cênica. Que   encontra eco distante agora, a posteriori e de maneira naturalmente não programada,   em quadro apresentado no livro.   Décio já não consegue acompanhar a produção , que começa a se diversificar em formas, gêneros e relações a ponto de desvirtuar em parte o que seria o projeto inicial do teatro moderno entre nós:

A arte da crítica: Conversa entre um ator japonês e um crítico brasileiro

25 de abril de 2016 Estudos

Vol. IX, nº 67 abril de 2016 :: Baixar edição completa em PDF

“Pensar (Denken) e agradecer (Danken) são palavras que, em nossa língua, tem uma única e mesma origem. Quem investiga o seu sentido, encontra-se no campo semântico de: ‘recordar’, ‘ser cuidadoso’, ‘memória’ e ‘devoção’.”

Paul Celan

 

Nota preliminar

Conheci Ryunosuke Mori, um ator japonês que de imediato me lembrou muito o Chishû Ryû, numa viagem a Tóquio, em 2008. Depois de uma apresentação de Na selva das cidades com elementos do butô, mais tarde ressignificada pelo Aderbal Freire-Filho em sua montagem carioca, fui cumprimentar os atores e descobri que Mori falava português. A mãe dele, como fiquei sabendo mais tarde naquela mesma noite, tinha nascido em Bastos, no interior de São Paulo, e voltara para o Japão por causa de um casamento arranjado com o pai de Mori, que ela só veio a conhecer no dia das bodas.

Heiner Goebbels — Polifonia cênica como política da forma. Um gesto estético contra a hierarquia da cena e dos sentidos

25 de abril de 2016 Estudos

Vol. IX, nº 67 abril de 2016 :: Baixar edição completa em PDF

Resumo: O pesquisador e multiartista alemão Heiner Goebbels é o objeto principal deste texto, que buscará, entre os formatos do ensaio e da reportagem, analisar parte da sua trajetória artística e relacioná-la, com maior ênfase, a uma de suas mais reconhecidas criações cênicas, a instalação maquínico-performativa Stifter’s dinge. Entrevistas individuais e conferências concedidas por Goebbels servirão ao desenvolvimento do texto, que dialoga ainda com formulações de nomes como Bertolt Brecht, Heiner Müller, Michel Foucault e outros.

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Questão de Crítica

A Questão de Crítica – Revista eletrônica de críticas e estudos teatrais – foi lançada no Rio de Janeiro em março de 2008 como um espaço de reflexão sobre as artes cênicas que tem por objetivo colocar em prática o exercício da crítica. Atualmente com quatro edições por ano, a Questão de Crítica se apresenta como um mecanismo de fomento à discussão teórica sobre teatro e como um lugar de intercâmbio entre artistas e espectadores, proporcionando uma convivência de ideias num espaço de livre acesso.

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