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Imagens de dissociação

24 de dezembro de 2015 Estudos

Vol. VIII n° 66 dezembro de 2015 :: Baixar edição completa em pdf

Resumo: Esse estudo analisa proposições de imagens cênicas de “dissociação” a partir da peça 4.48 Psychosis (Psicose 4.48) de Sarah Kane, da montagem de Hamlet pelo Wooster Group, e da peça Hotel Methuselah do grupo Imitating the Dog.

Palavras chaves: Forma, Sarah Kane, Wooster Group, Imitating the Dog, Shakespeare

Abstract: This article analyses the theatrical images of  “dissociation” proposed on Sarah Kane’s play 4.48 Psychosis, The Wooster Group staging of Hamlet and Imitating the Dog’s play, Hotel Methuselah.

Keywords: Form, Sarah Kane, Wooster Group, Imitating the Dog, Shakespeare

 

“Viver é defender uma forma” – Fredrich Hölderlin

A desvinculação aparece como um sintoma na obra da autora inglesa Sarah Kane, um mote recorrente que endereça experiências limítrofes, rupturas violentas com o “mundo” (ou com o “mundo” conforme o conhecido até então). Trata-se de questões que emergem em sistemas de representações artísticas diversos. Porém, obras e olhares que investigam as fronteiras da existência, como estas que examinam a sensação aguda de desvinculação, isolamento, dissociação, desdobram-se numa equação muito específica quando usam o teatro como campo de expressão. O teatro, essa arte relacional e presencial (mesmo quando se trata de presenças em crise), tensiona em sua especificidade este sintoma irresoluto da desvinculação. O esgarçamento do mote em sua forma teatral (antes mesmo de qualquer operação ligada a procedimento técnico) está na demanda desta arte de uma vivência coletiva, ou, no seu mínimo, na conexão com outro alguém presente. 

Considerações sobre um Museu da Dança

30 de dezembro de 2011 Estudos
Foto: Elizabeth Proitsis. Cortesia: Performa.

Musée de la danse: Expo Zéro é uma exposição sem obras: sem fotografias, sem esculturas, sem instalações e sem vídeos. Sem nenhuma coisa, nenhum objecto estável. Nada a não ser artistas e áreas ocupadas pelos gestos, projectos, corpos, histórias e danças que cada um vê ou imagina.

Partindo deste princípio, dez personalidades (artistas, arquitectos, teóricos…) estiveram em residência na St. Patrick’s Old Cathedral School, [uma velha escola que durante o Performa 11 funcionou como Performa Hub, sede do festival]. Depois de três dias juntos no espaço da escola ,estas personalidades apresenta[ra]m aos visitantes as suas próprias visões, subjectivas e utópicas, do que um “museu da dança” pode ser.

Flagrantes de desolação afetiva

31 de março de 2011 Críticas
Atores: Ari Fliakos e Kate Valk. Foto: Steven Gunther.

Há muito de Tennessee Williams nos textos que escreveu. A fragilidade de Laura, de À margem da vida, refugiada num mundo repleto de delicados bichinhos de cristal, e a crescente renúncia de Blanche Dubois, protagonista de Um bonde chamado desejo, ao mundo externo expressam o desconforto do dramaturgo diante da realidade. Pelo menos, do modo como foi confrontado com a realidade, considerando as agruras familiares com as quais se deparou. Não por acaso, suas peças trazem à tona a necessidade de construção de um universo ilusório, paralelo.

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Questão de Crítica

A Questão de Crítica – Revista eletrônica de críticas e estudos teatrais – foi lançada no Rio de Janeiro em março de 2008 como um espaço de reflexão sobre as artes cênicas que tem por objetivo colocar em prática o exercício da crítica. Atualmente com quatro edições por ano, a Questão de Crítica se apresenta como um mecanismo de fomento à discussão teórica sobre teatro e como um lugar de intercâmbio entre artistas e espectadores, proporcionando uma convivência de ideias num espaço de livre acesso.

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