Autor Ana Bigotte Vieira

Considerações sobre um Museu da Dança

30 de dezembro de 2011 Estudos
Foto: Elizabeth Proitsis. Cortesia: Performa.

Musée de la danse: Expo Zéro é uma exposição sem obras: sem fotografias, sem esculturas, sem instalações e sem vídeos. Sem nenhuma coisa, nenhum objecto estável. Nada a não ser artistas e áreas ocupadas pelos gestos, projectos, corpos, histórias e danças que cada um vê ou imagina.

Partindo deste princípio, dez personalidades (artistas, arquitectos, teóricos…) estiveram em residência na St. Patrick’s Old Cathedral School, [uma velha escola que durante o Performa 11 funcionou como Performa Hub, sede do festival]. Depois de três dias juntos no espaço da escola ,estas personalidades apresenta[ra]m aos visitantes as suas próprias visões, subjectivas e utópicas, do que um “museu da dança” pode ser.

Dood Paard: O Judeu

21 de outubro de 2011 Conversas
Foto: Divulgação.

Nota: Foi mantida a grafia do português de Portugal.

“Dood Paard é um coletivo experimental de vanguarda. O grupo trabalha sem diretor. As produções se dão em um processo coletivo, durante o qual os atores trabalham juntos com técnicos permanentes e – dependendo do projeto – com um DJ, escritores, músicos e, muitas vezes, atores convidados.” in: http://www.nl-berkshires.org/art/doodpaard.html

O judeu integrou a programação do Festival de Almada 2011, no Teatro Maria Matos, em Lisboa.

ANA: Na ficha técnica de O Judeu aparece escrito “um espectáculo pelos actores e pelos técnicos”. Como é trabalhar num grupo que se define como um colectivo experimental, a trabalhar sem encenador (1)?

O meu local de trabalho é um apartamento no Marquês de Pombal

24 de junho de 2011 Estudos
Foto: Susana Paiva.

A grafia em português de Portugal foi mantida, conforme o original.

A meio do espectáculo Velocidade máxima, um dos três prostitutos com quem John Romão, o encenador, co-criou o espectáculo dirige-se ao público em tom confessional e interpela-o com uma pergunta intrigante:

“Eu tomo hormonas para o meu corpo ficar mais inchado, mais bonito e atraente. É uma aposta no negócio.(…) O problema é que com estas hormonas fico sem erecção. Para mim é um sacrifício porque quando as tomo não posso trabalhar e não ganho dinheiro e isso deprime-me, mas faz-me valorizar o investimento. Durante este período com hormonas penso em muita coisa mas quase sempre na minha casa e na minha mãe. E eu me pergunto o que é resistência: Insistência ou desistência? Eu não me sinto seguro ao fazer aquilo que faço e sei que não será para sempre. É uma medida de emergência para pagar algumas dívidas. Eu nem sei se quero viver para sempre na Europa (…)”

O que é resistência? Insistência ou desistência? Eis a pergunta que o jovem prostituto deixa no ar, aquilo em que pensa antes de pensar em segurança de vida.

Seis meses, a mesma cidade, dois grandes festivais

24 de abril de 2011 Estudos
The marriage of Maria Braun. Foto: Julieta Cervantes.

Nota: A grafia em português de Portugal foi mantida conforme o original enviado pela autora.


Andava eu há já algum tempo a pensar em escrever sobre a minha experiência ao acompanhar o BAM (Brooklyn Academy of Music) NextWave Festival 2010 quando, de repente, recebi por mail a newsletter de Questão de Crítica – revista electrónica de críticas e estudos teatrais onde me deparei com o texto de Walter Daguerre RADAR encontra RADAR – Breve nota sobre um festival de teatro experimental em Nova York. E o texto ecoou em mim por várias razões: estando a viver em NYC desde setembro, a seguir ao BAM Next Wave (que terminou em dezembro) também eu acompanhei o festival Under the Radar (que começou em janeiro).

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A Questão de Crítica – Revista eletrônica de críticas e estudos teatrais – foi lançada no Rio de Janeiro em março de 2008 como um espaço de reflexão sobre as artes cênicas que tem por objetivo colocar em prática o exercício da crítica. Atualmente com quatro edições por ano, a Questão de Crítica se apresenta como um mecanismo de fomento à discussão teórica sobre teatro e como um lugar de intercâmbio entre artistas e espectadores, proporcionando uma convivência de ideias num espaço de livre acesso.

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