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Rede de intenções

28 de maio de 2015 Críticas
Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

Vol. VIII nº64, maio de 2015.

Resumo: O ensaio desenvolve algumas reflexões sobre a questão da intencionalidade na obra de arte e das relações entre arte e política, a partir da peça Os que ficam, dirigida por Sérgio de Carvalho e em cartaz no CCBB durante a primeira quinzena de fevereiro. A peça fez parte da Mostra Paralela da Exposição Augusto Boal, retrospectiva sobre a vida e a obra do dramaturgo e diretor.

A arte é o nosso negócio

30 de setembro de 2011 Críticas

“Há um sério risco de acabarmos por encontrar um emprego para a nossa ociosidade”

A insurreição que vem – Comitê invisível

Cada um dos quatro atos da peça Ópera dos vivos, encenada pela Companhia do Latão, de São Paulo, com direção de Sérgio de Carvalho, reconstitui uma etapa histórica da instituição de regimes de dominação da metade final do séc. XX. Os problemas que podem ser colhidos dos argumentos da peça, com os quais a sociedade atual está se deparando, referem-se a um novo regime de dominação dispersa, que Gilles Deleuze identificara como um regime de controle contínuo, percebido na substituição do cárcere por coleiras eletrônicas, na avaliação continuada e na formação permanente das escolas, nos hospitais, nas empresas e nas formas de tratar o dinheiro. A questão que paira para Deleuze e que se encaixa como questão da Ópera dos vivos é: ao que estamos sendo levados a servir?

Atuação crítica

10 de fevereiro de 2009 Conversas
Foto da peça O círculo de giz caucasiano

A conversa com Sérgio de Carvalho foi realizada no dia 5 de fevereiro por Daniel Schenker, Daniele Avila, Isabel Pacheco e Michelle Nicié. Sérgio de Carvalho é diretor da Cia do Latão, de São Paulo, e esteve no Rio de Janeiro por ocasião do lançamento dos livros Introdução ao teatro dialético e Atuação crítica.

ISABEL PACHECO – Vendo o trabalho e a trajetória de vocês eu vejo que há uma reflexão crítica acerca da sociedade, da história. Como surgiu isso, a idéia dessa busca por esse caminho?

SÉRGIO DE CARVALHO – Desde o início, existe uma certa dimensão teórica no trabalho teatral que eu pretendia desenvolver e depois isso se impregnou no trabalho do Latão. Eu vim da dramaturgia pra direção. De início eu nunca pensava que eu ia dirigir teatro. Eu achei que ia ser teórico e um dramaturgo bissexto. Depois até imaginei ser dramaturgo, mais regular. E eu passei a dirigir meio acidentalmente, por circunstâncias da vida. Mas eu sempre entendi a direção como algo que fosse crítico, reflexivo. Tanto que a pré-história da Cia do Latão tá no espetáculo Ensaio para Danton – baseado na Morte de Danton do Buchner – mas era ensaio no sentido de ensaio teórico, não só de ensaio teatral, a gente pensava em fazer um recorte crítico em cena, uma cena crítica. E o trabalho seguinte, o Ensaio sobre o Latão, foi em cima da teoria do Brecht, da Compra do Latão do Brecht. Então isso foi uma questão de, de certo modo, balizou o grupo – a procura de uma cena teórica, uma cena teorizante, reflexiva de algum jeito. Claro: não uma cena discursiva, mas uma cena que pusesse questões intelectuais pra quem ta vendo. E, num segundo momento, esse tipo se reflexão se impregnou um pouco a partir do contato com Brecht, a partir de um certo retorno meu e do grupo ao marxismo, isso supriu um certo interesse pela forma contraditória, pelo jeito de olhar as coisas sempre pelo ângulo contraditório e não-resolvido, pela perspectiva menos idealista e mais material. Então a gente começou a ter esse gosto pelos fragmentos explosivos, que o espectador ficasse sem entender exatamente o que é… Isso foi configurando um padrão poético, aos poucos. Foi mais ou menos por aí. É engraçado que houve uma espécie de politização relativa do trabalho, mas depois, a partir desse campo formal, de interesses formais que a gente foi tendo de início.

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Questão de Crítica

A Questão de Crítica – Revista eletrônica de críticas e estudos teatrais – foi lançada no Rio de Janeiro em março de 2008 como um espaço de reflexão sobre as artes cênicas que tem por objetivo colocar em prática o exercício da crítica. Atualmente com quatro edições por ano, a Questão de Crítica se apresenta como um mecanismo de fomento à discussão teórica sobre teatro e como um lugar de intercâmbio entre artistas e espectadores, proporcionando uma convivência de ideias num espaço de livre acesso.

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