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O silêncio desdobrado no espaço

26 de janeiro de 2010 Críticas

Foto Emiliano Capozoli/Divulgação

O espetáculo Strindbergman tem sua ideia originária e formalização na esfera da referência. Quando explicita a imbricação e relação entre o dramaturgo August Strindberg e o cineasta Ingmar Bergman, parece abrir para o espectador as condições de possibilidades de realizar suas próprias dobras. Portanto, este âmbito de criação quase barroca nos permite encontrar aí seu lugar como obra contemporânea. Permitam-me ver o espetáculo a partir de um olhar de referências, a partir de minhas dobras.

Utilizo para o espetáculo o termo contemporâneo de forma mais livremente do que em relação à noção de “Teatro Pós Dramático” de Hans-Thies Lehmann. No livro do mesmo nome, Lehmann discorre a respeito de uma nova poética que é uma espécie de formalização teatral em resposta às transformações artísticas operadas desde as vanguardas históricas em conjunto com os contextos comunicacionais e com a ampla difusão da tecnologia da informação no século XX.

A verdade é vertiginosa

15 de novembro de 2008 Estudos

Partindo da epígrafe de Haroldo de Campos, “A verdade é vertiginosa”, a proposta aqui apresentada discute questões fundamentais para a arte moderna e para as experimentações teatrais contemporâneas, tais como, o questionamento do caráter de representação da arte, a interação entre a obra, os vazios e o receptor e a problematização dos conceitos de personagem, persona e figura. A multiplicidade de seus discursos imprime na modernidade uma fisionomia vertiginosa, caótica, intempestiva, voltada contra si mesmo, como queria Nietzsche. A potência do simulacro, força motriz da filosofia deleuziana, pode ser uma interessante interlocução para a cena contemporânea e sua condição de jogo que tende a embaralhar as cartas marcadas. Em Platão e o Simulacro, Gilles Deleuze vai discutir o projeto filosófico denominado por Nietzsche de reversão do platonismo. O aforismo reverter o platonismo, pode ser compreendido no sentido de se trazer à tona os simulacros e potencializar seus direitos no mundo das cópias.

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Questão de Crítica

A Questão de Crítica – Revista eletrônica de críticas e estudos teatrais – foi lançada no Rio de Janeiro em março de 2008 como um espaço de reflexão sobre as artes cênicas que tem por objetivo colocar em prática o exercício da crítica. Atualmente com quatro edições por ano, a Questão de Crítica se apresenta como um mecanismo de fomento à discussão teórica sobre teatro e como um lugar de intercâmbio entre artistas e espectadores, proporcionando uma convivência de ideias num espaço de livre acesso.

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