Striptease

Peça de Lola Arias traduzida por Paulo da Mata

1 de outubro de 2010 Traduções
Foto: Lorena Fernandez

Striptease, que faz parte da trilogia sobre o amor de Lola Arias, estreou no dia 3 de maio de 2007 no Teatro Callejón em Buenos Aires pela Compañía Postnuclear com a seguinte ficha técnica:

Texto e Encenação: Lola Arias
Assistência de direção: Eugenia Schor e Alfredo Staffolani
Elenco: Umaia Kanoore Edul, Gonzalo Martínez e Natalia Miranda
Cenografia: Leandro Tartaglia
Iluminação: Matías Sendón
Sonoplastia: Ulises Conti
Assessoria de imprensa: Daniel Franco e Paula Simkin

Personagens:
MULHER
HOMEM
BEBÊ

Conversa ao telefone. Uma mulher, um homem e um bebê. No passado.

Mulher Alô!

Homem Oi!

Mulher Oi!

Homem Sou eu.

Mulher

Homem Você estava dormindo?

Mulher Mais ou menos.

Homem Me desculpa.

Mulher Por quê?

Homem Por ligar. Você está sozinha?

Mulher

Homem Não consigo dormir.

Mulher Lê um livro.

Homem Não consigo ler, não consigo dormir, não consigo respirar. Fecho os olhos e vejo letreiros de néon que dizem: COMPRA-LHE UMA CASA, UM BEBÊ E UM CARRO E SERÁS FELIZ… é como se minha cabeça fosse uma máquina repleta de frases de publicidade, de televisão, de outras pessoas…

Mulher Minha mãe me dizia que quando eu não conseguia dormir, eu tinha de tratar de pensar em algo que eu gostava de fazer e eu pensava que nadava até que eu me pegava no sono.

Homem Odeio nadar.

Mulher

Homem Não vai me falar nada?

Mulher Não sei o que falar.

Homem Sempre me parece que você vive dentro de uma garrafa. Nunca sei o que você está pensando.

O bebê respira. Seu coração é a trilha sonora do mundo.

Mulher Pensava no bebê. Porque choram os bebês?

Homem Porque têm fome, sonham ou estão tristes…

Mulher Os bebês não choram porque estão tristes, choram para dizer algo. E eu, às vezes, não entendo o que é que ele quer me dizer.

Homem Posso ir visitá-lo?

Mulher São duas da manhã.

Homem O que ele está fazendo?

Mulher Está tomando leite sentado no berço. Agora se levantou e pôs a mão na orelha. Sacode a cabeça para o lado como se estivesse pensando em algo…

Homem E não dorme?

Mulher Agora não, logo mais vai dormir. Quando dorme faz ruídos com a boca. Às vezes, eu penso que sonha comigo ou com minhas partes: meu umbigo, meu bico do peito, meu cabelo. Outras vezes, me parece que deve ter sonhos abstratos com nuvens, cores, fórmulas matemáticas.

Homem Eu creio que os bebês devem sonhar com Deus.

Mulher Por que o viram antes de vir ao mundo?

Homem Não, porque Deus está dentro de todos os bebês até que eles começam a conversar.

Mulher E depois?

Homem No momento preciso em que dizem a primeira palavra, Deus sai do seu corpo e os abandona para sempre…

Mulher Eu o olho e não o entendo, é como uma folha em branco. Ontem, quando eu o banhava, ele afundou a cabeça debaixo da água por um longo tempo… Você acha que os bebês podem cometer suicídio?

Homem

Mulher Esta aí?

Homem Sim…

Mulher Você se aborrece quando eu falo do bebê?

Homem Preciso ir te ver.

Mulher Não me parece.

Homem Está com alguém?

Mulher Vou desligar.

O bebê pisca e estira os braços e emite pequenos gritos.

Homem Hoje de manhã, quando acordei, tive a sensação de que estava na cama. Eu estava dormindo de lado e senti o peso do teu corpo no colchão por detrás de mim.

Mulher Eu várias vezes sonhei que você, eu e o bebê estávamos em uma nave espacial com trajes prateados.

Homem Uma família de astronautas.

Mulher Comíamos comida num tubo de pasta de dentes, olhávamos as estrelas, apertávamos os botões da nave; às vezes, a nave se rompia ou faltava oxigênio ou os extraterrestres nos atacavam e o bebê, com uma capinha e uma espada, nos defendia como um super-herói.

Homem Posso ir te ver? Eu te prometo que vou me portar bem.

Mulher É melhor falar por telefone.

Homem Odeio telefone. É um aparelho inventado para mentir. Como ninguém te vê, você pode dizer e fazer qualquer coisa.

Mulher Eu penso o contrário. Só se pode ser sincero por telefone, porque não tem que olhar nos olhos. Quando se olha nos olhos, sempre mente.

Homem Que estava fazendo quando eu te liguei?

Mulher Eu estava escrevendo.

Homem O que você escrevia?

Mulher Um poema.

Homem Sobre o quê?

Mulher Se chama “O pônei e eu”.

Homem Você pode ler para mim?

Mulher Não terminei.

Homem Não importa.

Mulher Está bem.

O dia em que você foi embora, eu comprei um pônei

que dorme despido ao lado da minha cama

O pônei é meu guarda-costas

não me deixa sair nem telefonar nem pedir perdão

Tenho que contar os dias na parede

e comer meu coração como uma maçã.

Homem Como o quê?

Mulher Como uma maçã.

Homem Quem é o pônei? Você está fumando?

Mulher Como você sabe?

Homem Por sua respiração, é distinta. Você voltou a fumar?

Mulher Fumo um par de cigarros à noite. De costas para o bebê, quando dorme.

Homem Eu não acho que ele se importe.

Mulher Eu não quero que ele veja fumaça saindo de sua mãe, como uma casa num incêndio.

Homem Há pessoas que ficam bonitas e outras que ficam horríveis quando fumam. Sempre que te vejo fumar penso que há algo muito artificial em tua forma de fumar, como se estivesse posando.

Mulher Não estou posando. Não sei. Fumo como sai.

Homem Você fuma como uma adolescente.

Mulher Ah! Você somente gosta das adolescentes, sobretudo tuas alunas.

Homem Não te entendo.

Mulher Eu te vi com uma menina faz um mês.

Homem Quando?

Mulher Era domingo, eu saí para comprar cigarros e vocês vinham trazer o bebê. Ela estava de jeans, o cabelo solto e levava o bebê nos braços como se fosse um animal de estimação.

Homem Ela gostou do bebê.

Mulher Suponho que todo mundo gosta de passear com os bebês dos outros.

Homem Ela te admira, dizia que queria ser escritora como você.

Mulher Muito bem. Eu quando era adolescente queria ser puta.

Homem

Mulher De verdade, parecia que poder escolher com quem me deitar fosse um trabalho perfeito. Havia feito as contas sobre o valor a se cobrar e poderia trabalhar uma vez por dia para poder me dedicar a viajar, ler. Me parecia muito divertida a idéia de fazer sexo com muitos homens diferentes.

Homem Não te imagino como puta.

Mulher Por quê?

Homem Não sei. Me parece que as putas são como enfermeiras: simpáticas, prestativas, distantes… Você é mais temperamental.

O bebê engatinha como um robô melancólico.

Mulher Você não dormiu com ninguém enquanto estávamos juntos?

Homem Não vou responder.

Mulher Quero saber. Já não estamos juntos. Não me importa.

Homem Não…

Mulher Está mentindo.

Homem Pode ser.

Mulher Eu estive com alguém antes de nos separarmos.

Homem Eu sei.

Mulher Como você sabe?

Homem Pelo cheiro.

Mulher Como pelo cheiro? Não pode ser. Sempre tomava banho antes de voltar para casa.

Homem Cada pessoa tem um cheiro pessoal. O teu para mim é como o cheiro dos aeroportos. Quando ia deitar com teu cheiro alterado… Estava apaixonada.

Mulher Não sei muito bem o que é estar apaixonada. Há muito tempo atrás alguém me disse que o amor é como um strip-tease, mas não basta somente tirar as roupas, mas também os órgãos: o coração, o cérebro, o estômago…

Homem Escuta aqui. É uma canção que eu compus para você:

Vou entrar em tua casa com um barril de gasolina

Cuidado, vou te atirar fogo

Fumando um cigarro com meu novo penteado

Estou pronta para fazer um incêndio

Vou queimar teus livros,

vou queimar tua roupa interior, tuas coisas

O amor é um franco-atirador

O amor é um franco-atirador

Você gosta?

O bebê chora 25 segundos.

Homem Que você está comendo?

Mulher Uma maçã.

Homem Está comendo na cama?

Mulher Estou sentada na cama com os cabelos amarrados, uma camiseta regata e com botas texanas. E você?

Homem Eu tenho a cabeça apoiada contra o vidro da janela e estou com uma camiseta e uma calça jeans.

Mulher Que camiseta?

Homem Uma camuflada.

Mulher Essa eu não conheço. Quando você comprou?

Homem Foi um presente da adolescente.

Mulher Gostaria de conhecer sua roupa. Por isso sempre me incomodava quando te via com uma roupa nova. Era como se eu não te reconhecesse. Agora quando encontro uma camiseta ou uma cueca tua entre minhas gavetas me dá vontade de chorar, é como a roupa de um morto.

Homem Desde que nos separamos, eu durmo com a luz do banheiro acesa.

Mulher Você tem medo.

Homem Sim.

Mulher Eu também tenho medo.

Homem O medo é coisa de criança, não? Os adultos não deveriam ter medo.

Mulher Eu quando tenho medo, tenho medo como se tivesse sete anos.

Homem E o bebê tem medo de quê?

O bebê faz ruídos com a boca e move as mãos.

Mulher Disse que tem medo do escuro… das ratazanas… sua mãe… o futuro… os aeroportos… morrer de câncer… a guerra nuclear… os cegos… a gente sem sentido de humor… seu coração… ela mesma…

Homem Você crê que o bebê se deu conta de que nos separamos?

Mulher Não sei.

Homem Não faz nada de estranho desde que me fui?

Mulher Tudo que faz é estranho. É um bebê.

Homem Eu penso que se ele tentar cometer um suicídio deve ser por isso.

Mulher Eu não disse que ele tentou cometer um suicídio. Eu perguntei se um bebê podia cometer um suicídio.

Homem Dá no mesmo.

Mulher Não dá no mesmo. Tudo gira em torno de ti, o que faz o bebê, o que faço eu. O bebê pode ter milhões de razões para cometer um suicídio…

Homem Você nunca me ouve.

Mulher Antes de nos separarmos, eu chorava todas as noites com a cabeça debaixo da almofada e você lia ao meu lado, como se eu não existisse.

Homem Odeio as pessoas que acham que porque choram, todos devemos nos ocuparmos delas.

O bebê para de respirar por três segundos.

Mulher Esta conversa não tem sentido.

Homem Não. Não tem sentido.

O bebê faz uma respiração profunda como uma onda.

Homem Eu queria ir morar em outro lugar.

Mulher Onde?

Homem Um campo.

Mulher O campo é muito grande, você não pode dizer no campo.

Homem O campo não seria um lugar específico, apenas uma idéia. Se foge para o campo para ser feliz… Eu gostaria de passar horas em um assento como um gaúcho olhando o sol contra a planície.

Mulher Não te imagino fora de Buenos Aires. Seria o primeiro gaúcho drogado dos Pampas.

Homem Me drogo quando quero e como quero. Por isso quero ir para o campo para estar só e pensando sem tanto barulho ao meu redor.

Mulher Não vai resistir muito tempo só.

Homem Eu gosto de estar só.

Mulher Não, você não gosta de estar só. Você acredita que gosta. Me lembro de uma noite, em casa, que você foi dizendo que não ia voltar nunca mais e, na manhã seguinte, quando abri a porta para buscar o jornal, eu te encontrei dormindo na sarjeta tampado com uma jaqueta.

Homem Saí dando uma porrada na porta e, quando eu estava de fora, me dei conta de que não tinha para onde ir, de que não queria ir a lugar nenhum. Em seguida, dei uma volta no quarteirão em câmera lenta pensando em você e, quando cheguei na porta, me dei conta de que não tinha a chave. E como não queria me humilhar tocando a campainha, eu dormi na sarjeta, ao lado de um saco de lixo.

Mulher Você está no banheiro?

Homem O quê?

Mulher É que eu escutei barulho de água.

Homem Estava fazendo xixi.

Mulher Não faça isso.

Homem Qual é o problema?

Mulher Já não temos intimidade. Intimidade. Odeio essa palavra. Mas não a temos. Não pode fazer xixi na minha frente.

Homem Mas você não me vê.

Mulher Não importa.

Homem Não tem remédio. Você já entrou em minha intimidade que é como uma caixinha de fósforos. Você conhece tudo de mim: a forma de dormir, de mijar, de comer. Disso você não vai esquecer mesmo que você não me veja nunca mais.

O bebê fecha os olhos.

Mulher Você nunca pensou porque tivemos o bebê?

Homem Porque queríamos.

Mulher Eu não queria.

Homem É normal termos bebês quando passamos dos trinta anos.

Mulher Eu não sou uma pessoa madura.

Homem Eu tampouco. Por isso tivemos o bebê, para curarmos a imaturidade.

Mulher O bebê está ligado a mim e me segue por todos os lados como um robô melancólico.

Homem Se você quiser, eu posso trazer ele para minha casa.

Mulher Bom, eu o envio num táxi para você.

Homem Você pensa que é mais esperta que eu?

Mulher Sim, pode ser.

Homem Então, porque se apaixonou por mim?

Mulher Você era pobre, você ia para todos os lados de moto, se vestia mal, sabia muitos idiomas, me dizia que tinha um exército de franco-atiradores…

Homem A primeira vez que eu te vi, eu tive a sensação que com relação a você, eu era um idiota, mas não um idiota acidental, mas um verdadeiro retardado mental.

Mulher Suponho que isso seja amor à primeira vista.

O bebê abre os olhos determinados como um espião.

Mulher Não sei como vou resistir o verão em Buenos Aires com um bebê e uma miniatura de um ventilador. Sempre fico triste no verão. É uma época do ano onde tudo está calmo. Eu não tenho nada para fazer.

Homem Tem o bebê. Quando alguém tem um bebê já não se sente só nunca mais.

Mulher Isso é mentira. Passo o dia todo com o bebê, mas o bebê não fala comigo. Quando eu o olho tenho a sensação de que é como um espelho, como se estivesse sempre olhando para mim mesma.

Homem Você podia fazer uma viagem para a praia.

Mulher Eu não tenho dinheiro.

Homem Eu posso te ajudar.

Mulher Não, obrigada.

Homem Eu acho que vou aproveitar as férias para fazer a cirurgia no joelho. Quero passar o verão em um hospital. Enfermeiras com saltos e bons cheiros, comida nas bandejas, televisão todo o dia. Tudo branco como a felicidade. Porque se o sofrimento é preto, a felicidade suponho que deve ser branca.

Mulher Pode ser.

Homem E se eu pego uma infecção no joelho e acabo paralítico. Você voltaria comigo?

Mulher

Homem É uma piada.

Mulher Eu queria chorar.

Homem Você quer que fiquemos juntos?

Mulher Não, somente quero chorar.

Homem Bom.

Pausa. O bebê olha sua mãe como um arranha-céu.

Mulher Eu estou tentando.

Homem E?

Mulher Não posso.

Homem

Mulher Hoje, eu te mandei algo pelo correio.

Homem O quê?

Mulher O revólver que me deu de presente. Não o quero.

Homem Por quê? Se quando eu te dei de presente, você ficou muito feliz. Era natal, você estava grávida e você me disse que era o presente mais belo e estranho que uma mãe poderia receber.

Mulher Desde que nos separamos, às vezes, eu tenho a sensação de que vou despertar como uma sonâmbula quando o bebê chorar sem parar e vou disparar a arma contra ele.

O bebê ri ou algo assim.

Homem Eu tenho um sonho com um revólver que se repete de maneira diferente a cada semana. Eu estou jogando roleta russa com outras cincos pessoas. Há uma querida ruiva que tem um dado e um revólver e quando sai o número, um tem que pôr o revólver na cabeça e disparar.

Mulher E você o que faz no sonho?

Homem Eu sou um espectador mas também sou um dos participantes. Sou eu e não sou eu, porque no sonho tenho uns cinquenta anos, estou pelado e faço o papel de Dom Juan.

Mulher E você dispara em ti?

Homem Não me deixam cometer um suicídio, porque dizem que já estou velho…

Mulher Eu não estou no sonho.

Homem Sim, em um sonho, você era uma mulher vestida de cowboy que cantava canções de amor.

Mulher E eu me mato?

Homem Às vezes sim…

Mulher

Homem Aconteceu alguma coisa?

Mulher Não sei. Acabou a luz…

Homem Toda rua está escura. Não há nenhum cartaz, nenhuma pessoa…

Mulher É a segunda vez nesta semana que se acaba a luz em toda a cidade. Com certeza, amanhã tampouco teremos água. Este verão vai ser um verão pós-nuclear. Sem água, sem eletricidade, a comida apodrecendo nas geladeiras, as pessoas sujas e cegas.

Homem E o bebê?

Mulher Está aqui, sobre mim. Seu coração faz muito barulho, como uma bomba-relógio.

Homem Se querem, posso ir buscar vocês.

Mulher Estamos bem.

O bebê adormece.

Homem Você permaneceu calada.

Mulher Eu tenho uma sensação rara, como se tivesse estado morta durante muito tempo.

Homem Mas você não está morta.

Mulher Eu sei que é. É uma certeza. Pela primeira vez, tenho uma certeza. Não estou apaixonada por você.

Homem E eu?

Mulher Você tampouco está apaixonado por mim. Esse é o final. É como um filme quando a câmera se afasta dos personagens e você sabe que a qualquer momento vai aparecer na tela a palavra “FIM”, mas não queria que acontecesse.

Homem Eu vou tentar dormir.

Mulher Eu também.

Homem Tchau.

Mulher Tchau.

Homem Oi? Ainda está aí?

Mulher Sim.

Homem Eu sei o que vou fazer para dormir. Vou sair pela cidade na escuridão, irei às cegas de moto para tua casa, vou entrar em tua cama quando você estiver dormindo, vou dormir com você e me vou embora antes que você se desperte.

Mulher Tchau.

Homem Tchau.

FIM.

Tradução de Paulo da Mata

Revisão de Tales Frey

STRIPTEASE © Lola Arias, 2007.

Leia também, na Questão de Crítica, sobre Mi vida después, outra peça de Lola Arias, na crítica de Daniele Avila: http://www.questaodecritica.com.br/2010/10/atos-fisicos-da-memoria-re-inscricoes-na-historia/

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A Questão de Crítica – Revista eletrônica de críticas e estudos teatrais – foi lançada no Rio de Janeiro em março de 2008 como um espaço de reflexão sobre as artes cênicas que tem por objetivo colocar em prática o exercício da crítica. Atualmente com quatro edições por ano, a Questão de Crítica se apresenta como um mecanismo de fomento à discussão teórica sobre teatro e como um lugar de intercâmbio entre artistas e espectadores, proporcionando uma convivência de ideias num espaço de livre acesso.

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