Em 2018 a Questão de Crítica completa 10 anos de atividades. Comemoramos duas vezes. A primeira, com um encontro na MITsp – Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, realizado no Instituto Goethe, no qual pudemos relembrar a nossa história e falar dos planos para o futuro. A segunda comemoração foi no nosso Prêmio Questão de Crítica, realizado na última edição da festa Mise-en-scène, no Vizinha 123, no Rio de Janeiro.

Estamos revendo a dinâmica e a periodicidade de publicação da revista, experimentando publicar textos sem esperar que se feche uma edição, como estávamos fazendo antes. Essa edição, que está se formando aos poucos, conta com artistas convidados para escrever sobre seus próprios trabalhos ou sobre trabalhos de seus colegas, seus contemporâneos.

Na seção de processos, Rodrigo Portella escreve sobre o processo criativo da peça Tom na fazenda. Fabiano de Freitas escreve sobre Balé Ralé, o mais recente espetáculo do seu grupo, o Teatro de Extremos. Phellipe Azevedo escreve sobre Arame farpado, espetáculo criado no contexto do curso de Artes Cênicas da UNIRIO. Francis Wilker, Glauber Coradesqui e Giselle Rodrigues escrevem sobre uma experiência do grupo Aisthesis em Lisboa, em um intercâmbio com a coreógrafa Vera Mantero.

Além disso, dois artistas foram convidados a partilhar suas experiências em atividades pedagógicas da MITsp. Sara Antunes escreve sobre a oficina com a pesquisadora espanhola Victoria Perez Royo e Carlos Carretoni divide suas experiências na oficina realizada com o encenador polonês Krystian Lupa.

Diego de Angeli escreve sobre a proposta de criação dramatúrgica de A tríplice fronteira, projeto que envolve 5 artistas do Brasil, da Argentina e do Paraguai. A reflexão envolve dois textos, um publicado na seção de processos, que aborda mais diretamente os aspectos da criação, e outro publicado na seção de estudos, que fala sobre as premissas dramatúrgicas de um texto de Pier Paolo Pasonini, intilulado Calderón.

A seção de estudos traz ainda uma resenha do livro O teatro negro em perspectiva: dramaturgia e cena negra no Brasil e em Cuba, de Marcos Antônio Alexandre, por Soraya Martins e Anderson Feliciano, e um artigo do crítico e dramaturgo Rui Pina Coelho, de Lisboa, sobre o trabalho de Tiago Rodrigues, do Mundo Perfeito, estrutura sediada na mesma cidade.

Na seção de conversas, a atriz Tainah Longras entrevista a atriz e diretora Ana Kfouri, que fala sobre a proposta do CEAK, espaço inaugurado este ano no Cosme Velho, no Rio de Janeiro.

Caio Jade, do MONART – Movimento Nacional dos Artistas Trans, escreve sobre representatividade trans.

Na seção de críticas, Mariana Nunes escreve sobre Preto, da companhia brasileira de teatro; Tatiana Tibúrcio escreve sobre Traga-me a cabeça de Lima Barreto, solo de Hilton Cobra dirigido por Fernanda Julia; e Patrick Pessoa escreve críticas das peças Irina, de Raquel Iantas, Um animal que ronda, dirigida por Joelson Gusson, Tripas, de Pedro Kosovski, Há mais futuro que passado – um documentário de ficção, com direção de Daniele Avila Small, e Colônia, solo de Renato Livera com direção de Vinicius Arneiro.

Foto da home: Guto Muniz | Foco In Cena no Instituto Goethe – SP na programação dos Olhares Críticos da MITsp 2018.