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Notas sobre a atualidade da “estética da fome”

30 de junho de 2014 Críticas

Vol. VII, nº 62, junho de 2014

Resumo: O ensaio procura analisar a recente montagem teatral de Deus e o Diabo na terra do sol, baseada no filme de Glauber Rocha lançado em 1964, à luz dos princípios da “estética da fome”, apresentados pelo cineasta em texto homônimo de 1965. O ensaio defende que a “estética da fome” preserva uma inegável atualidade, continuando relevante para se pensar alternativas ao modelo contemporâneo de produção teatral no Brasil.

Palavras-chave: Glauber Rocha, estética da fome.

Abstract: The essay analyses the recent theatrical representation of Deus e o Diabo na terra do sol, based upon Glauber Rocha´s classical film, first presented in 1964, and discusses some of the principles developed by Glauber Rocha in an essay called “The aesthetics og hunger”, published in 1965. The essay sustains that the “aesthetics of hunger” preserves an undeniable actuality, being still relevant to think alternatives to the contemporary theatrical production system in Brasil.

Key-words: Glauber Rocha, aesthetics of hunger

Deus e o diabo na terra do sol – Em busca de uma experiência total

29 de janeiro de 2013 Processos
Foto: Divulgação.

“O difícil é ser total.”
Hélio Oiticica

Quando a Cia. Provisória surgiu, em 2008, na UNIRIO (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro), tinha como horizonte de estudo e pesquisa cênica o teatro musical brasileiro e suas variáveis, já que era possível considerar, por exemplo, o Show Opinião (1964) como uma possibilidade de material prático desse estudo. Por fim, Calabar – o elogio da traição (1973), de Chico Buarque e Ruy Guerra, foi a peça escolhida para o início dos trabalhos.

Depois de seis meses de ensaios, aulas de canto, preparação vocal e corporal, Calabar estreou, e foi muito bem recebida pelo público e pela crítica, voltando a atenção da academia para o estudo do musical (que já vinha despertando o interesse dos discentes) e, sobretudo, pelo resultado da encenação que devolvia o teatro ao gênero, colocando a música como recurso da linguagem em vez de motivo para a cena, e se aproximando, como gênero, mais do épico do que do próprio musical.

Santo/amargo

19 de março de 2010 Críticas
Foto: Cisco Vasques.

Quase todo mundo conhece a expressão de Marx: “é preciso mudar o mundo e não interpretá-lo”. Helio Oiticica vislumbrou uma outra direção: “é preciso que o mundo seja mundo do homem e não mundo do mundo”. A encenação de O amargo santo da purificação, novo trabalho de rua criado pela Tribo de Atuadores Oi Nóis Aqui Traveiz, de Porto Alegre, segue essa mesma vereda, trazendo à agenda um tema – a transformação do mundo – e uma personagem – Carlos Marighella – bem pouco convencionais.

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