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Histórias do corpo. Entrevista com André Masseno

17 de agosto de 2020 Conversas

A série de entrevistas Histórias do Corpo é um projeto de conversas sobre histórias do corpo no Brasil, assim no plural, porque são muitas as suas versões, e muitos também os caminhos para onde apontam. Sem perder de vista as contaminações de outras culturas, a colonização, as insurgências e lutas nelas implicadas, as histórias são contadas por artistas, pesquisadores, e artistas-pesquisadores, porém sem uma preocupação com a história cronológica de causa e efeito, no sentido do que vem antes e o que deveria vir depois. Buscamos ouvir algumas experiências com certo recuo no tempo, para deslocar e colocar em perspectiva acontecimentos do passado que ressoam no presente.

O projeto é concebido por Ivana Menna Barreto em parceria com Daniele Avila Small para a Revista Questão de Crítica.

 

André, agradeço pela entrevista, e também à Revista Questão de Crítica, pela oportunidade. É um prazer voltarmos à nossa conversa sobre sua pesquisa, que faz um percurso entre performance e literatura brasileira, olhando com atenção especial o corpo, no contexto histórico da contracultura, da Tropicália e de uma não-separação entre arte e ativismo. Para você, fez mais sentido deslocar o olhar do presente e mergulhar em nosso passado recente, em relação à Tropicália e ao Modernismo, para a criação de novas experiências artísticas (no caso de sua performance O Confete da Índia) e, paralelamente, desenvolver sua pesquisa acadêmica? Esse retorno ao passado abre perspectivas para se experimentar um outro “jeito de corpo”, como você propõe, no artigo publicado em Bioescritas, biopoéticas (2017)?

Acidentes poéticos na topografia carioca

30 de junho de 2014 Críticas

Vol. VII, nº 62, junho de 2014

Resumo: Este artigo analisa a performance O Confete da Índia, de André Masseno, focalizando seus deslocamentos de tempo e espaço, que reconfiguram a percepção de uma topografia poética no Rio de Janeiro. Atravessada pelo contexto social e cultural do desbunde, nos anos 1970, pela atuação de ícones das linguagens musical, teatral e fotográfica, a performance relê tais referências, trazendo à cena contemporânea uma proposição singular: o desbunde num mundo sem desbunde.

Palavras-chave: êxtase, corpo, desbunde

Abstract: This article analyzes the performance O Confete da Índia, by André Masseno, focusing their time and space dislocations, which refigure the perception of a poetic topography in Rio de Janeiro. Crossed by the social and cultural context of the desbunde era, in the years 1970, by acting icons of musical, theatrical and photographic languages, the performance reread such references, bringing to contemporary scene a singular proposition: the desbunde era in a world without desbunde.

Keywords: extasis, body, desbunde

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