Críticas

Ecos de um mundo distante

24 de junho de 2011 Críticas
Foto: Divulgação / Assessoria Festival de Londrina

O Lume Teatro entrecruza temas importantes em O que seria de nós sem as coisas que não existem, espetáculo do repertório do grupo apresentado na última edição do Festival Internacional de Londrina (Filo). Os principais são a defesa do artesanal e a busca da perfeição na criação (remetendo ao desejo utópico de alcançar a perfeição na obra de arte).

CONTINUAÇÃO

Jogo de repetição sem impacto teatral

27 de maio de 2011 Críticas
Bárbara Paz. Foto: Divulgação.

Hell é um texto estruturado sobre repetições. A protagonista do best-seller de Lolita Pille, transportada para o teatro por Hector Babenco e Marco Antonio Braz, surge como uma figura mergulhada num cotidiano de excessos. Hell, como gosta de ser chamada, quase nunca consegue romper com um círculo viciado marcado por álcool, drogas e relacionamentos ora fugazes, ora intensos e destrutivos.

CONTINUAÇÃO

Leitura inscrita no espaço da cena

21 de maio de 2011 Críticas
Luciana Lyra e Carlos Ataíde. Foto: Divulgação.

Em Memória da cana, a direção e a adaptação de Newton Moreno traçam uma linha sinuosa entre o Rio e o Recife, re-emoldurando as imagens do Álbum de família de Nelson Rodrigues, colocando o autor num contexto menos urbano, mais próximo às imagens de um determinado Nordeste – que nada tem em comum com o Nordeste colorido de festa junina, que se vê com mais frequência aqui no Rio, como, por exemplo, em montagens de textos de Ariano Suassuna. A questão nuclear da pesquisa do grupo Os Fofos Encenam nesse projeto parece ser a investigação das raízes pernambucanas do autor nesta peça. Com embasamento teórico e historiográfico, os artistas lançaram mão de suas memórias e de sua filiação nordestina para reescrever esse Nelson com caligrafia própria.

CONTINUAÇÃO

Ato de variação

19 de maio de 2011 Críticas
Rodrigo Bolzan. Foto: Elenize Dezgeniski.

Na tentativa de repensar o indivíduo e a sua relação com o mundo, a Companhia Brasileira de Teatro montou a peça Oxigênio, que está em cartaz no espaço SESC até o dia 29 de maio. Numa melhor definição, poderíamos dizer que há na peça uma preocupação com o essencial e o institucional. Ao perseguirem o que de fato pode auxiliar o indivíduo na descoberta da sua presença no mundo, há o perigo de se instituir os caminhos e engessá-los sem levar em consideração o particular, o dinâmico. Nessa condição paradoxal, as questões sobre o que determina nosso lugar no mundo são feitas pelo dramaturgo russo Ivan Viripaev. A forma encontrada pelo diretor Marcio Abreu para afastar sua montagem de um teatro de instituições foi mesclar uma série de linguagens: a música, no ritmo marcado e preciso da peça; a moda, no vai e vem dos atores pelo palco-passarela, desfilando suas idéias; o talkshow, com microfone aberto para discussões entre os atores; a ficção, com a história da Sacha e do Sacha; a biografia, através do dialogo franco entre Patrícia Kamis e Rodrigo Bolzan, atores da peça. Com isso, ele consegue devolver o poder de impacto de certas palavras, e consequentemente de certos atos, que foram perdidos devido a um processo de dessensibilização social. Assim, o conflito que é proposto em cena escapa dos conflitos previstos por um sistema institucional e não pode ser controlado por ele. Essa é a inquietação que a peça causa no espectador, a ele é oferecida uma brecha para se repensar.

CONTINUAÇÃO

Quanto texto, quanta estupidez

19 de maio de 2011 Críticas
Letícia Isnard, Alcemar Vieira, Saulo Rodrigues e José Karini. Foto: Divulgação.

Em cartaz no Teatro II do CCBB – RJ durante os meses de abril e maio, a Companhia Os Dezequilibrados comemora seus quinze anos com a encenação do texto A estupidez, do dramaturgo argentino Rafael Spregelburd. O texto faz parte de uma heptologia inspirada no quadro de Hieronymus Bosch, A roda dos pecados capitais. Em foco estão os supostos pecados do homem contemporâneo. Por exemplo, dentre os outros textos que fazem parte da série estão A paranoia e A teimosia. A escolha, da Companhia, por A estupidez revela o desejo de falar, claro, da estupidez humana, e também evidencia um processo marcado pela presença primordial do texto.

CONTINUAÇÃO

Edições Anteriores

Questão de Crítica

A Questão de Crítica – Revista eletrônica de críticas e estudos teatrais – foi lançada no Rio de Janeiro em março de 2008 como um espaço de reflexão sobre as artes cênicas que tem por objetivo colocar em prática o exercício da crítica. Atualmente com quatro edições por ano, a Questão de Crítica se apresenta como um mecanismo de fomento à discussão teórica sobre teatro e como um lugar de intercâmbio entre artistas e espectadores, proporcionando uma convivência de ideias num espaço de livre acesso.

Edições Anteriores