Críticas

Atuação e representação

10 de julho de 2009 Críticas
Atores: Erom Cordeiro e Kiko Mascarenhas. Foto: divulgação.

Na peça O zoológico de vidro de Tennessee Williams, em cartaz no Teatro Maison de France, uma questão no trabalho dos atores aparece de forma bem delineada: em cena, duas formas diferentes de relação com a frontalidade são exemplares como registros de atuação distintos, que não costumam aparecer juntos. Estes dois registros ficam visíveis não apenas pelas escolhas do diretor Ulysses Cruz e pela própria natureza dos personagens, mas a índole e a formação dos atores também são fatores que contribuem para estas duas concepções do trabalho de atuação.

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Qual o tempo de vida de um espetáculo?

10 de julho de 2009 Críticas
Foto: divulgação.

Hysteria, que contribuiu na consolidação do nome do grupo XIX de teatro, é uma peça dos anos 2000 que vem sendo objeto de apreciação crítica e despertado a curiosidade do meio teatral. Tanto é assim que foram as pessoas do meio teatral que compuseram boa parte da plateia que lotou as dependências de uma sala no Liceu de Artes e Ofícios, em Recife, em apresentação do Festival Palco Giratório.

Luiz Fernando Marques sabe o que significa a noção de “lugar” nos dias de hoje. Este signo, que vem sendo debatido com freqüência na arte, sobretudo na arte urbana, com suas intervenções e ressignificações. Quando a direção opta por separar homens e mulheres,  o lance de dados não é feito de modo gratuito e meramente estilístico. A divisão por gênero, feita pelo diretor Luis Fernando Marques, estabelece o lugar de onde se quer partir e de onde se quer falar: da condição da mulher.

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O espaço da narrativa

20 de maio de 2009 Críticas
Atrizes: Fernanda Maia e Priscila Amorim. Foto: divulgação.

A filha do teatro, mais recente projeto do Teatro do Pequeno Gesto se dá a ver através de três pontos que considero importantes de serem debatidos a respeito da prática teatral em qualquer época e contexto: a dramaturgia que não se configura apenas como suporte, mas como acontecimento por si só, o espaço cindido da encenação e as funções atoriais.

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Ideologias na primeira pessoa

10 de maio de 2009 Críticas
Atores: Thiago Fragoso e Otávio Augusto. Foto: Chico Lima.

O espetáculo Rock’n’roll encena o texto de Tom Stoppard, que abarca de forma lírica, ou seja, por meio de diversas subjetividades, a invasão soviética à Tchecoslováquia , cobrindo um período que vai de 1968 a 1990 desde a Primavera de Praga até Revolução de Veludo. O painel humano da história está tensionado por duas personagens emblemáticas, o jovem idealista Jan e o velho professor marxista Max, que, ao longo da peça, têm suas vidas desconstruídas pela força do contexto social assolado pela batalha travada entre questões da razão e da sensibilidade.

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Debate teatral a partir de Tchekhov

10 de maio de 2009 Críticas

Anton Tchekhov lançou discussões artísticas – presentes em suas grandes peças, escritas na primeira década do século XX – que permanecem atuais. Talvez a mais evidente possa ser encontrada em A gaivota através do contraponto entre Arkádina e Treplev, mãe e filho que travam uma relação absolutamente passional, ambos defendendo visões de teatro contrastantes – ela uma atriz-diva, símbolo de uma cena atada a convenções, e ele, promissor aspirante a dramaturgo, escrevendo em busca de “novas formas”, norteado pela inquietude.  Em Tio Vanya, o acalorado debate artístico também desponta, mesmo que de modo um pouco mais discreto, sinalizando uma das fontes de frustração do personagem-título. Atormentado pelo descompasso entre o que gostaria de ter sido e o que efetivamente se tornou, ele já começa a peça revoltado com o fato de ter passado anos devotado à figura do professor Sérébriakov.   

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Questão de Crítica

A Questão de Crítica – Revista eletrônica de críticas e estudos teatrais – foi lançada no Rio de Janeiro em março de 2008 como um espaço de reflexão sobre as artes cênicas que tem por objetivo colocar em prática o exercício da crítica. Atualmente com quatro edições por ano, a Questão de Crítica se apresenta como um mecanismo de fomento à discussão teórica sobre teatro e como um lugar de intercâmbio entre artistas e espectadores, proporcionando uma convivência de ideias num espaço de livre acesso.

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