Autor Daniele Avila Small
Um teatro de afetos
Vol. VIII n° 66 dezembro de 2015 :: Baixar edição completa em pdf
Resumo: Breve análise de quatro espetáculos que fizeram parte da programação do Exploraciones Escénicas, evento que reuniu críticos de diferentes países para interagir com o teatro de Buenos Aires no 10º FIBA – Festival Internacional de Buenos Aires 2015. As peças analisadas são: Cinthia Interminable, Terrenal – pequeño misterio ácrata, Cactus Orquídea e La máquina idiota. A proposta é abordar o teatro portenho como um teatro de afetos.
Palavras-chave: Teatro de afetos, teatro portenho, dramaturgia contemporânea, dramaturgia argentina
Resumen: Breve análisis de cuatro espectáculos que formaban parte de Exploraciones Escénicas, un evento que reunió críticos de diferentes países para interactuar con el teatro de Buenos Aires en 10º FIBA – Festival Internacional de Buenos Aires 2015. El artículo habla de los siguientes espectáculos: Cinthia Interminable, Terrenal – pequeño misterio ácrata, Cactus Orquídea y La máquina idiota. La propuesta es pensar el teatro porteño como un teatro de afectos.
Palabras-clave: teatro de afectos, teatro porteño, dramaturgia contemporánea, dramaturgia argentina
É um prazer poder ver o teatro de Buenos Aires em Buenos Aires. Tive a oportunidade de assistir no Rio de Janeiro e em São Paulo a algumas peças nos últimos anos, mas assistir a elas na cidade em que foram criadas é uma experiência completamente diferente. Como vemos todas as coisas em relação a outras que já conhecemos, minha recepção das peças do FIBA (no recorte das nossas atividades no Exploraciones Escénicas) estão emolduradas pela minha experiência anterior com o teatro portenho, que vou expor brevemente.
Towards an Anatomy of Images
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Abstract: This article examines a production of Swedish playwright Sara Strindberg’s Anatomy of a Snowfall (Dissekering av ett snöfall),[1] staged by Bim Verdier in São Paulo, Brazil in 2015, in terms of the play’s proposals and the production’s relationship to several other plays staged in the city at the same time (two adaptations of Strindberg’s Miss Julie and one of Chekhov’s Three Sisters.) Issues dealt with involve gender as raised by the central character of the play in question, Queen Christina of Sweden, as well as formal staging strategies that determine the production of images and how these are received in the viewer’s imagination.
Keywords: Swedish drama, feminine gender, theatrical reception
The Bim Verdier production of Sara Stridberg’s play Anatomy of a Snowfall, which counted with support from cultural institutions in Sweden, premiered January 2015 at SESC Belenzinho.[2] However, we can begin our analysis by situating this production in context of several related projects that preceded it, as issues brought up in these other productions help us think about the piece in question.
The production was realized as part of an international exchange between Brazil and Sweden, with meetings and rehearsals held in both Uppsala and São Paulo. In the creative team, the director (who was also one of the actors) is of Swedish origin, but lives in Brazil. The other actors are Brazilian and the technical team (responsible for scenery, lighting, costumes and videos), Swedish.
O teatro, o cinema e a pintura; a presença, a atenção e a escuta
Vol. VIII, nº 65, agosto de 2015
Resumo: Análise da peça Krum, do dramaturgo israelense Hanoch Levin com encenação de Marcio Abreu, que estreou no Rio de Janeiro em 2015. A crítica procura identificar procedimentos da encenação que conseguem capturar um estado de atenção no espectador e sua disponibilidade para a escuta.
Palavras-Chave: dramaturgia contemporânea, encenação teatral, recepção teatral
Abstract: Analysis of Krum, a play by Israeli playwright Hanoch Levin staged by Marcio Abreu, which premiered in Rio de Janeiro in 2015. The review aims to identify procedures of the staging of the play that succeeds in capturing the spectator’s state of attention and his willingness to listening.
Keywords: contemporary drama, theatre staging, theatrical reception
Depois da estreia no Oi Futuro Flamengo no Rio de Janeiro e da temporada no Sesc Consolação em São Paulo, muito já foi dito sobre a relevância e as qualidades de Krum, espetáculo mais recente da companhia brasileira de teatro. Se pensássemos a crítica como um mero mecanismo para apontar trabalhos bons e ruins, seria irrelevante publicar mais uma crítica de Krum – a não ser que se quisesse problematizar a quase unanimidade da recepção da peça até o momento. Não é o caso desse texto. O que se quer com essa reflexão é procurar entender os porquês, tentar identificar o que acontece na cena, na materialidade do espetáculo, que garante uma espécie de eficácia na relação com o espectador. Eficácia não é um termo confortável, mas vou assumir o risco. A proposta aqui é identificar dispositivos da cena e tentar entender como eles afetam o espectador – como são efetivos em causar impacto, capturando a atenção e instituindo uma disponibilidade para a escuta.
Para dissecar as imagens

Vol. VIII nº64, maio de 2015.
Resumo: O texto pretende analisar a peça Dissecar uma nevasca, da dramaturga sueca Sara Stridsberg, encenada por Bim de Verdier em São Paulo no ano de 2015, a partir das premissas do espetáculo e em relação a outras peças apresentadas na cidade na mesma época. Os assuntos abordados tratam da questão de gênero suscitada pelo personagem central da peça, a Rainha Cristina da Suécia, e das estratégias formais da encenação na lida com a produção de imagens na imaginação do espectador.
Permanência, deslocamento, experiência
Vol. VII, nº 63, dezembro de 2014
Resumo: Análise crítica de dois trabalhos apresentados no festival Atos de Fala: Os Serrenhos do Caldeirão: exercícios em antropologia ficcional, da coreógrafa portuguesa Vera Mantero, e Melodrama, da performer húngara Eszter Salamon. O texto apresenta uma reflexão sobre a relação que estes trabalhos estabelecem com o espectador e sobre a potencial dimensão de experiência proposta por eles.
Palavras-chave: performance, experiência, festivais, recepção, Jorge Larrosa
Abstract: Critical analysis of two performances in festival Atos de fala: Os Serrenhos do Caldeirão: exercícios em antropologia ficcional, by portuguese choreografer Vera Mantero, and Melodrama, by hungarian performer Eszter Salamon. It presents an investigation into the relationship that these works establish with the viewer and the potential aspect of experience proposed by them.
Keywords: performance, experience, festivals, reception, Jorge Larrosa