A prática do dramaturg

Artigo de Fátima Saadi sobre a sua prática de dramaturg no Teatro do Pequeno Gesto

15 de julho de 2008 Estudos

Artigo publicado originalmente em 1999 no Folhetim nº 3

De tudo o que se tem dito e escrito sobre a figura do dramaturg – e não é muito – o que mais me chama a atenção é a ênfase no que se convencionou designar como o caráter transitório da função: afirma-se que um dramaturg acaba sempre por encontrar seu próprio destino, vindo a realizar-se como diretor, autor dramático ou crítico teatral.

A dificuldade de perceber a especificidade do trabalho do dramaturg deriva, por um lado, do aspecto multi-disciplinar de sua atividade e, por outro, do caráter puramente abstrato que se costuma atribuir ao pensamento teórico.

De início, é importante ressaltar que o trabalho do dramaturg é um trabalho de longo prazo que alcança seus melhores resultados quando inserido na trajetória de um grupo permanente. Só um trabalho contínuo pode estruturar e pôr à prova grandes linhas de interesse estético e estratégias de inserção no panorama da produção teatral.

Ao integrar uma equipe de criação de espetáculos, o dramaturg estabelece um contato estreito com todos os demais profissionais envolvidos – diretor, cenógrafo, atores, figurinista, músico, iluminador, preparador corporal, divulgador, produtor, técnicos. Ao lado do diretor, ele acompanha a estruturação das relações entre os elementos cênicos segundo os parâmetros idealizados para aquela montagem. Como o diretor, o dramaturg circula pelas diversas áreas de criação e é capaz de ter uma noção de conjunto ao longo de todo o processo de trabalho.

Evidentemente, à medida que o percurso de um grupo se desdobra, à afinidade inicial entre o dramaturg e a equipe, junta-se a afinação que vai sendo construída no dia a dia do trabalho. Acho importante enfatizar a presença do dramaturg aos ensaios e reuniões de produção para que fique claro que sua atividade não consiste na aplicação ou na aferição de pressupostos cuja existência precederia o processo de criação. Pelo contrário, o interesse do seu trabalho, como, aliás, o de todos os outros profissionais envolvidos, está justamente na sintonia que ele é capaz de estabelecer entre, por um lado, sua curiosidade, sua reflexão, sua sensibilidade e, por outro, os objetivos gerais da companhia e os objetivos de um espetáculo em particular.

Talvez esta função seja menos passível de definição que de descrição.

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Historicamente, Lessing é apontado como o primeiro dramaturg. Contratado pelo Teatro Nacional de Hamburgo, que congregava atores e empresários numa iniciativa que pretendia renovar a forma de se fazer teatro na Alemanha, Lessing deveria participar da elaboração das diretrizes de trabalho da companhia, da escolha do repertório e estava encarregado de produzir uma espécie de diário de bordo dos espetáculos apresentados, comentando aspectos relativos ao texto, à atuação e a tudo o que julgasse relevante. Parece que, de início, a direção do Teatro Nacional pretendia que Lessing – já naquele momento um crítico conhecido por suas idéias no campo da estética teatral e por sua concepção do papel social do teatro – funcionasse como “poeta da casa”, fornecendo à companhia textos para montagem. Lessing colocou suas peças à disposição, mas não aceitou a tarefa de escrever sob pressão e correndo contra o tempo. Para enfatizar o pertencimento de sua atividade ao âmbito do espetáculo, foi-lhe atribuída a designação de dramaturg que se demarcava tanto da função do conselheiro literário, quanto da do dramatiker, aquele que se dedica ao exercício da escrita dramatúrgica.   

O fracasso de sua empreitada não foi ocasionado apenas pela insensibilidade da crítica, pela incapacidade do público alemão da segunda metade do século XVIII de compreender a importância de um teatro nacional nem pela extrema vaidade dos atores da companhia, que não admitiam que se escrevesse sobre eles nada além de elogios; deveu-se, sobretudo, à dificuldade de se perceber a relação entre o pensamento crítico e a forma sensível.

A Dramaturgia de Hamburgo é a crônica de um sonho maior que o do Teatro Nacional de Hamburgo, ela é a marca do desejo de instaurar um domínio onde pensamento e prática da cena estabeleçam entre si relações produtivas sem que seja necessário determinar precedência ou hierarquia.

Enquanto vigorar uma compreensão de mundo que separa radicalmente pensamento e ação, teoria e prática, inteligível e sensível, a atividade do dramaturg, como a de todos os que lidam com a arte, se equilibrará entre o fracasso originário de Lessing e a tentativa de experienciar a cena como uma forma de linguagem em que só por um artifício didático ou retórico será possível separar manifestação visível e conceito.

experiências

Quando comecei minha trajetória como dramaturg, no inicio da década de 80, a função era conhecida como assistência ou assessoria teórica e consistia, basicamente, na realização de pesquisas ligadas ao texto ou ao principal foco de interesse da montagem. Em alguns casos, o resultado destas pesquisas era transmitido apenas ao diretor, em outros, à equipe de criação como um todo. Era um trabalho que, em geral, precedia o início dos ensaios não havendo, por assim dizer, nenhum trânsito entre esta etapa do processo e o resultado final do espetáculo. O assessor teórico se posicionava estrategicamente entre o grupo e as bibliotecas e, às vezes, se ocupava do registro das principais etapas do processo e da organização do programa do espetáculo. Ainda hoje penso nesta forma de trabalho como relevando de uma espécie de secretariado teatral. Nem os diretores sabiam exatamente o que me pedir nem eu sabia precisamente o que propor.

 A supervisão dos alunos do departamento de Teoria do Teatro da Uni-Rio que prestavam assessoria teórica aos alunos-diretores em seus espetáculos curriculares permitiu-me propor um padrão de atividade que já se aproximava da forma de trabalho que acredito caracterizar a função do dramaturg e que poderia ser definida pela interferência no âmbito da construção do espetáculo. Evidentemente, o êxito de cada iniciativa variava na razão direta da abertura e do interesse demonstrados pelos alunos de direção e teoria em desenvolverem efetivamente uma parceria e uma discussão conceitual. No pior dos casos, ao menos um programa do espetáculo era produzido, como tentativa de reflexão sobre o processo, estabelecendo-se uma intercessão pontual entre o trabalho do diretor e o do assessor teórico; no melhor dos casos, abria-se uma discussão que se desenvolvia em outros espetáculos.

Ao mesmo tempo, um desejo de compreender o teatro em sua especificidade e em sua relação com outros domínios do conhecimento e da criação artística fez com que uma série de profissionais do espetáculo procurasse cursos de especialização, mestrado ou doutorado tanto em artes cênicas quanto em filosofia, comunicação, história, sociologia, antropologia, literatura etc. Daí resultaram não apenas ensaios e teses mas, sobretudo, uma forma de encarar o teatro que navega entre a teoria e a prática e alia várias abordagens do fenômeno cênico.

Quando, de início, falei do caráter multidisciplinar da atividade do dramaturg, referia-me não apenas às múltiplas instâncias que o processo cênico entrelaça, mas também a essa necessária disposição de navegar na confluência de práticas e pensamentos diversos.

Em 1987, fui convidada a integrar, como dramaturg, a equipe de teatro que, no âmbito do Programa Transdisciplinar de Estudos Avançados (IDEA), então sediado no Forum de Ciência e Cultura da UFRJ, projetava a criação do espetáculo O olhar de Orfeu, de Beto Tibaji, com direção de Antonio Guedes.

Em parceria com Ângela Leite Lopes, que coordenava as atividades teatrais do IDEA, realizei o que posso considerar meu primeiro trabalho como dramaturg.

O processo de trabalho estruturado por Antonio Guedes partia do texto de Maurice Blanchot, O olhar de Orfeu, e propunha a cada equipe de criação – dramaturgo, atores, cenógrafa, músico e dramaturgs – que elaborasse uma partitura que seria posta pela direção em relação com as demais. Um encontro semanal entre as equipes permitia que todos entrassem em sintonia com o andamento do processo em cada uma das áreas.

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De início, Ângela e eu nos encarregamos de conduzir a discussão de alguns textos relacionados, direta ou indiretamente ao pensamento mítico e, em particular, ao mito de Orfeu e, ao longo dos ensaios, íamos percebendo o perfil que o trabalho do grupo ia construindo para o espetáculo. Lembro especialmente da nossa interferência na decisão relativa à escolha do espaço de apresentação. A descida de Orfeu ao Hades tinha se delineado como um movimento que o olhar do espectador deveria empreender e, para tanto, a platéia deveria ser colocada acima e em torno da ação cênica. Em consonância com esta idéia, após alguns meses de trabalho, uma primeira forma do espetáculo foi apresentada na Capela da Reitoria, sendo destinado ao público o espaço habitualmente utilizado pelo coro. Para a apresentação da versão completa de O olhar de Orfeu, havíamos pensado num dos pátios internos do campus da Praia Vermelha mas, diante das dificuldades de produção – o custo da iluminação, as árvores que seria preciso podar, a concorrência dispersiva da natureza e do belo prédio em torno da cena –, tivemos ásperas discussões a respeito da conveniência ou não de utilizar aquele espaço. Tenho certeza de que, naquele momento, uma verdadeira intercessão entre o raciocínio conceitual e a pratica cênica se instaurou. Não se tratava de enfeitar o espetáculo, mas de levar às ultimas conseqüências uma de suas idéias-chave.

Pela primeira vez, assistindo a um espetáculo, reconheci ali meu trabalho.

O funcionamento do Programa Transdisciplinar favorecia essa intercessão entre a prática artística e a reflexão crítica. A cada ano, um tema geral era escolhido e, em torno dele, eram criados eventos de música e teatro e era editado um número da revista Arte e Palavra. Enquanto durou o Programa, sucederam-se os temas criação poética, silêncio, memória e inocência, e, depois de O olhar de Orfeu, vieram A princesa branca, de Rainer Maria Rilke, com direção de Ângela Leite Lopes e Valsa nº 6, de Nelson Rodrigues, sob a direção de Antonio Guedes. A cada vez, o perfil do trabalho determinava os textos a serem discutidos, os exercícios a serem propostos aos atores, o tom geral da interpretação, o espaço a ser ocupado. O programa elaborado para cada um destes espetáculos procura refletir os caminhos experimentados ao longo do processo de criação. Muitas vezes, devido aos prazos impostos pela programação visual e pela gráfica, fui obrigada a redigir textos antes de o espetáculo ter adquirido seus contornos finais, o que sempre me provocava intensa frustração.

Em A princesa branca, peça contemporânea do movimento simbolista, nosso horizonte era a valorização poética da palavra e uma série de textos de Maeterlinck foram traduzidos para a equipe, entre eles, a peça Interior. O subtexto era a discussão com a forma naturalista, figurativa de fazer teatro.

Em Valsa nº 6, a questão da atuação estava no centro das nossas preocupações. O estilhaçamento do texto obriga a uma tal fragmentação no trabalho da atriz que o presente perpétuo da cena se evidencia como algo que se cria a cada instante, em contraposição ao fluxo progressivo do enredo dramático tradicional que dá ao público a sensação de viver uma temporalidade bastante próxima da que experimentamos no quotidiano.

A discussão entre o figurativo e o abstrato na linguagem da cena é o foco da montagem seguinte, Quando nós os mortos despertarmos, de Ibsen, com direção de Antonio Guedes, que marca o início da Companhia Teatro do Pequeno Gesto, em 1991.

Uma oficina de leitura dramática foi desenvolvida durante alguns meses antes que fizéssemos a adaptação do texto de Ibsen que serviu de base ao espetáculo. Ao mesmo tempo, a equipe técnica – diretor, dramaturg, músico e cenógrafa, no caso, uma artista plástica – estruturava os elementos principais da encenação que procurava explorar não só a contradição entre a abstração da ambientação cênica e a interpretação realista, como o jogo entre a concretude da cena e a realidade do espectador. A platéia foi instalada dentro do dispositivo cênico que a envolvia e que lhe permitia, por um lado, perceber-se como parte integrante do espetáculo e, por outro, não esquecer que sua realidade se confrontava com outra realidade que ali, por obra do espetáculo, se construía diante de seus olhos.

Esse jogo entre a realidade da cena e a do espectador, entre os diversos níveis da ficção, concentra nosso interesse ao trabalharmos O marinheiro de Fernando Pessoa no âmbito do projeto Teatro Duse Volta à Cena, que, em 1992, reabriu o minúsculo teatro da casa de Paschoal Carlos Magno, que havia estado fechado por oito anos. A proximidade entre espectador e cena levou-nos a um interesse pelo pequeno gesto, pela contenção no trabalho de emoção das atrizes bem como reiterou a idéia da construção da cena a partir de elementos mínimos utilizados de forma a adquirirem uma significação encantatória que era, incontinenti, destruída pela extrema simplicidade do artifício, montado à vista de todos.

Em Penélope, Antonio Guedes e eu criamos uma partitura cênica e nos aventuramos no reino da dramaturgia. Via de regra, os três grandes movimentos do espetáculo existiram primeiro como idéia de cena e depois como texto. No entanto, a decisão de fazer com que Penélope, em algumas passagens, se referisse a si própria na terceira pessoa, antecedeu qualquer forma cênica e acabou por criar o personagem do narrador que ia, progressivamente, se diluindo.

Cada um de nós trabalhou a partir das referências que considerava mais capazes de inspirá-lo e o texto ia sendo afinado durante os ensaios. Os materiais utilizados – tecido, corda, vidro, cabos de aço, areia, água –, a extrema concisão do cenário e dos adereços, o som produzido pela manipulação das taças de vidro ou a música eletroacústica que, em alguns momentos, utilizava a distorção da voz da atriz, a iluminação simples, que recortava da cena os elementos essenciais a cada momento, atribuindo a tudo uma aura de irrealidade, tudo brotava da vontade de construir uma linguagem ao mesmo tempo evocativa e concreta, lançada entre o passado e o presente, entre a saudade e o esquecimento.

A Companhia Teatro do Pequeno Gesto começou 1998 com a estréia de um espetáculo de bolso, O fantasma de Canterville, de Oscar Wilde, que traduzi já em função da montagem. Dirigida prioritariamente ao público jovem, O fantasma brincava com os clichês das histórias de terror e mistério. O jogo entre a construção extremamente sintética, esquemática mesmo, de alguns dos personagens da história e a simples narração do conto pelos dois atores, num ritmo extremamente preciso, ditado pela trilha sonora de ruídos apavorantes, retomava, desta vez de forma quase caricatural, o interesse pelas relações entre ator, personagem e estrutura narrativa do espetáculo como um todo.

Entre março e julho, a Companhia manteve um atelier de interpretação, com especial atenção ao trabalho de corpo e voz e algumas séries de movimento experimentadas nestes encontros serviram de base à partitura cênica de A serpente, de Nelson Rodrigues e de O jogo do amor, adaptação para crianças do texto de Marivaux.

Entre a primeira versão de A serpente, apresentada em Teresópolis, e a segunda montagem, que esteve em cartaz no Museu da República e no Teatro Glauce Rocha, um ano se passou. Visto assim, em retrospectiva, meu trabalho aparece primeiro como um acompanhamento atento da construção da partitura cênica, tentando compreender o padrão que se depreendia dos recursos utilizados: marcação quase coreográfica, jogo entre a emoção do melodrama e o simples comentário, saturação do mesmo tango repetido à exaustão, extrema síntese cenográfica. Em seguida, quando da segunda versão, o espetáculo tornou-se ainda mais econômico e alguns elementos que eram utilizados mais em função de seu significado que de sua concretude cênica foram transformados ou diluídos no conjunto da cena. Nesse momento, tratava-se basicamente de encontrar o tom ideal, a medida certa para idéias que já tinham encontrado sua expressão cênica.

O jogo do amor era um projeto antigo que tinha ficado na gaveta por alguns anos. Eu havia feito a tradução do texto em 93, e, ao decidirmos encená-lo basicamente para o público infanto-juvenil, uma adaptação bastante incisiva foi realizada, levando em conta não apenas a necessidade de simplificar a trama mas, sobretudo, o conceito de encenação proposto pelo diretor e que aproveitava a troca de papéis do enredo da peça para brincar com a construção de situações e personagens que caracteriza o teatro.

Para esta montagem, assumi, juntamente com Julia Merquior, preparadora corporal da Companhia, o papel de assistente de direção com plenos poderes sobre a constituição da cena, na medida em que o diretor teve que se ausentar dos ensaios por quinze dias. Procurei apresentar ao grupo de trabalho um mínimo de informação sobre a época em que o texto foi escrito e buscamos pontos de contato entre a tradição teatral e o espírito circense e carnavalesco da tradição brasileira. A escolha de um chorinho de Ernesto Nazaré como trilha sonora reiterava essa opção pelos tempos d’antanho, recuperáveis, entretanto, por nossa memória cultural.

O texto foi sendo afinado ao longo dos ensaios e o desafio mais interessante para mim era fazer casar a linguagem às vezes comicamente vetusta de Marivaux, que decidi conservar, com a endiabrada movimentação de cena (especialmente no que concerne ao Arlequim de Vilma Melo). O humor deveria brotar da conjunção entre o sentido do texto e a sua expressão cênica, da contracenação entre os atores na situação proposta, evitando-se a escapatória da graça fácil.

A partir da criação dos espetáculos, um núcleo permanente de trabalho foi se estruturando e uma estratégia de inserção no mercado foi se delineando – sistema cooperativado para viabilizar produções de baixo custo e bom acabamento; interesse pelo intercâmbio com outros grupos e centros produtores pelo país afora, o que supõe montagens que possam viajar sem perder a qualidade.

O desejo de refletir sobre a atividade teatral e sua condição está na base tanto da criação da revista Folhetim quanto do repertório de oficinas itinerantes que a companhia oferece – direção, interpretação, teoria do espetáculo, entre outras.

E a atividade do dramaturg reflete o desejo de dar voz à relação que entre si estabelecem as diferentes instâncias do espetáculo enquanto esta relação está sendo construída ao longo do processo de ensaios.

O trabalho do dramaturg ao mesmo tempo ecoa esse diálogo e acrescenta-lhe algumas inflexões, configurando-se como o domínio que expressa no mais alto grau o aspecto polifônico do trabalho cênico. Aí se condensa uma interlocução que, a meu ver, só encontra equivalente na contracenação dos atores – onde a necessidade do jogo, da troca, da soma se torna pública e evidente.

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A Questão de Crítica – Revista eletrônica de críticas e estudos teatrais – foi lançada no Rio de Janeiro em março de 2008 como um espaço de reflexão sobre as artes cênicas que tem por objetivo colocar em prática o exercício da crítica. Atualmente com quatro edições por ano, a Questão de Crítica se apresenta como um mecanismo de fomento à discussão teórica sobre teatro e como um lugar de intercâmbio entre artistas e espectadores, proporcionando uma convivência de ideias num espaço de livre acesso.

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